Minas tem 2.000 bombeiros a menos do que determina a lei
Militares denunciam más condições de trabalho por causa do número do efetivo
Minas Gerais|Do R7

Militares do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais denunciam que o efetivo não atende ao que determina a legislação. O Estado tem 2.000 bombeiros a menos e uma demanda grande neste época do ano, principalmente por causa de ocorrências de chuva e incêndios florestais.
A Organização das Nações Unidas recomenda que haja pelo menos um bombeiro para cada mil habitantes. Em Minas Gerais, são cerca de 21 milhões de pessoas e, atualmente, o Estado tem 6.000 bombeiros. Segundo a Aspra (Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares), uma lei do governo determina que haja em Minas 7.999 oficiais.
De acordo com o coronel reformado, Claúdio Teixeira, a saúde dos militares está em risco. Expostos a estresse, sem descanso e alimentação adequada, em média 15% pedem afastamento do trabalho.
— Nós lidamos com vida e morte. Você já sai do quartel com a adrenalina acelerada. E se esse quadro é repetitivo com uma sobrecarga, isso vai ocasionar indisponibilidade nos militares
O assessor de imprensa da corporação, Thiago Miranda, confirma que, até o final do ano, haverá um concurso para 500 novos militares. Segundo o capitão, para chegar ao número ideal de um bombeiro para cada mil habitantes é necessário alterar a lei que determina o tamanho do efetivo. Outra preocupação é com algumas cidades do interior que ainda não possuem quarteis.
— O Corpo de Bombeiros já tem estudos de implantação em outras cidades. Mas isso depende da estrura e da aquisição de veículos e efetivo.
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Nesta época do ano, as queimadas e inundações aumentam em cerca de 50% o número de ocorrências. Um militar, que não quis se identificar, conta com a colaboração da sociedade.
— Eu entendo quando a sociedade fica revoltada quando os Bombeiros não a atende em um momento de desespero. Por isso, eu espero que faça uma cobrança ao governo.
A Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão não comentou sobre as más condições de trabalho citadas na reportagem. Sobre o deficit no efetivo, o governo estadual diz que não há prazo para preencher todas as vagas, por limitações no orçamento.















