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Dez pessoas são presas em esquema de ‘drive-thru do tráfico’ com uso de maquininhas em BH

A PM informou que entre seis e oito dos detidos já possuem passagens policiais, principalmente por tráfico de drogas

Minas Gerais|Pablo Nascimento e Leandro Wagner, da RECORD Minas e Cler Santos, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Dez pessoas foram presas em operação da Polícia Militar contra o tráfico de drogas no aglomerado Cabana Pai Tomaz, em Belo Horizonte.
  • O esquema utilizava maquininhas de cartão para facilitar pagamentos em um "drive-thru do tráfico".
  • Durante a operação, foram apreendidos cocaína, crack, dinheiro, celulares e 24 máquinas de cartão.
  • As investigações agora buscam identificar e prender o líder da organização criminosa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os dez suspeitos presos seriam responsáveis por diferentes etapas da comercialização das drogas
Os dez suspeitos presos seriam responsáveis por diferentes etapas da comercialização das drogas RECORD Minas/ Reprodução

Dez pessoas foram presas na noite dessa quinta-feira (11) durante uma operação da Polícia Militar contra o tráfico de drogas no aglomerado Cabana Pai Tomaz, na região Oeste de Belo Horizonte. A ação faz parte da Operação Cerco Fechado, que tem como foco o combate ao crime organizado em Minas Gerais.

Segundo a PM, os militares identificaram um homem comercializando drogas na região e, a partir das investigações, chegaram a um ponto de apoio utilizado pela organização criminosa. O local funcionava em uma distribuidora de bebidas, que servia como base para a venda e distribuição dos entorpecentes.


Durante as buscas, os policiais apreenderam 196 pinos de cocaína, 189 porções de crack, cerca de R$ 9,7 mil em dinheiro, diversos celulares e 24 máquinas de cartão. De acordo com a corporação, os equipamentos eram utilizados para facilitar os pagamentos feitos pelos usuários em um esquema semelhante a um “drive-thru do tráfico”.

Conforme a investigação, o comprador realizava o pagamento diretamente a um vendedor que permanecia na rua com uma máquina de cartão. Após a transação, o cliente não recebia a droga imediatamente. Em vez disso, recebia em espécie o valor correspondente ao pagamento e seguia até outro ponto, a cerca de 500 metros de distância, onde entregava o dinheiro a outro integrante do grupo e retirava o entorpecente.


Ainda segundo a Polícia Militar, o modelo tinha como objetivo agilizar as negociações e reduzir o tempo de permanência dos compradores próximos aos vendedores, dificultando a identificação da prática criminosa pelas forças de segurança.

Os dez suspeitos presos seriam responsáveis por diferentes etapas da comercialização das drogas. A PM informou que entre seis e oito dos detidos já possuem passagens policiais, principalmente por tráfico de drogas. Apesar disso, nenhum deles assumiu participação no esquema e alegou estar trabalhando no comércio local.


Agora, o foco das investigações é localizar o líder da organização criminosa. De acordo com a Polícia Militar, equipes de inteligência já trabalham para identificar e prender o responsável pelo comando do esquema, contando com o reforço operacional da Operação Cerco Fechado.

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