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MP cobra R$ 50 mi de mineradora por disparo equivocado de sirene

Mensagem alertou erroneamente sobre rompimento de barragem em Paracatu; estrutura é maior que o reservatório de Brumadinho

Minas Gerais|Dara Russo*, do R7

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Barragem fica na cidade de Paracatu (MG)
Barragem fica na cidade de Paracatu (MG)

O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) ajuizou, nesta segunda-feira (11), uma ação judicial contra a empresa Kinross Brazil Mineração S.A. pelo acionamento indevido de sirenes de alerta da barragem de rejeitos Eustáquio, em Paracatu, município a 502 km de Belo Horizonte.

A ação do órgão pede R$ 50 milhões por dano moral coletivo, além do bloqueio de bens da mineradora no valor de R$ 5 milhões destinados a melhorias no sistema de alerta.

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O caso aconteceu em maio de 2021 e, de acordo com o órgão, trouxe pânico à população local. Na época, a companhia alegou que o alerta disparou de forma não intencional, devidoa uma falha no sistema de alarme.

Segundo o MP, o fez com que diversos moradores saíssem às pressas de suas casas. A mensagem do aviso ainda indicava que era uma situação real de rompimento do reservatório, seguida de uma sirene, que soou por 19 minutos.

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Também foram registradas queixas de moradores de arraial de Lagoa de Santo Antônio, localizado a cerca de 15 km de Paracatu. De acordo com os promotores de Justiça Mariana Duarte Leão, Carolina Frare Lameirinha, Felipe Faria de Oliveira e Carlos Eduardo Ferreira Pinto, “o acionamento indevido das sirenes da Barragem Eustáquio – embora atinja imediatamente as Comunidades de Machadinho e Santa Rita (situados na Zona de Autossalvamento) – afetou diretamente 58 moradias e 137 moradores”.

O MPMG ainda ressaltou que a barragem de rejeitos Eustáquio possui mais de 300 milhões de metros cúbicos de rejeitos, sendo maior do que as barragens de Mariana e Brumadinho, que se romperam em 2015 e 2019, respectivamente.

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A Kinross Brazil Mineração S.A. informou, em nota, que não foi citada ou notificada da ação até o momento.

"Reiteramos, contudo, que vamos seguir prestando todos os esclarecimentos necessários aos órgãos competentes e às partes interessadas, mantendo, sobre-tudo, o diálogo direto, acessível e transparente com as comunidades vizinhas", afirmou a mineradora. "A empresa prioriza pessoas em primeiro lugar e continuará a adotar as medidas necessárias para a manutenção de um ambiente seguro para toda a comunidade e seus empregados", completa.

*Estagiária sob supervisão de Pablo Nascimento

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