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MP e Sejusp vão investigar uso de bombas em protesto de policiais

Justiça proibiu o uso dos explosivos e de armas no ato realizado pelos servidores em MG; categoria pede reajuste salarial

Minas Gerais|Laura Baraldi, da Record TV Minas e Pablo Nascimento, do R7

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Manifestantes cobram reajuste salarial
Manifestantes cobram reajuste salarial

O Procurador-Geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior, anunciou que o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) vai investigar o uso de bombas no protesto de servidores da segurança realizado nesta quarta-feira (9), em Belo Horizonte.

Contrariando uma determinação do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), alguns policiais levaram armas e explosivos para a manifestação.


"Hoje, bombas foram jogadas por manifestantes, descumprindo ordem judicial e atingindo uma repórter. O Ministério Público adotará as providências para apurar o fato. A liberdade de imprensa é sagrada", destacou o Procurador-Geral, Jarbas Soares Junior, que também avaliou que as manifestações são legítimas para uma sociedade.

A Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) também disse que vai investigar a conduta dos servidores. "A Sejusp ressalta que não compactua com desvios de condutas de servidores públicos, que devem ser os primeiros a prezar e zelar pela segurança do cidadão mineiro", informou em nota. A reportagem tenta contato com os organizadores da manifestação.


A decisão também impede a "queima de objetos, porte e utilização de quaisquer espécies de armas, foguetes ou bombas pelos manifestantes". No entanto, foguetes foram usados no movimento. O barulho de bombas pode ser ouvido desde o começo da manhã. Uma bomba atingiu a perna de um cinegrafista da Record TV Minas que cobria o ato. Ele não ficou ferido.

Pela redes sociais, o governador Romeu Zema (Novo) comentou sobre o ocorrido. "Manifestar sem infringir a lei é legítimo e democrático. Mas atos de desordem e que coloquem em risco outras pessoas, não serão aceitos. A liberdade caminha junto com a responsabilidade", escreveu. 


"Minha solidariedade aos jornalistas atingidos por bombas durante as manifestações hoje em Belo Horizonte. A liberdade de imprensa será sempre defendida, assim como o direito de manifestar, desde que pacificamente", completou o político.

O protesto


A categoria cobra duas das três atualizações salariais de 12% prometidas pelo governador Romeu Romeu Zema (Novo), em 2020. Apenas uma de 13% foi cumprida.

O governo, no entanto, diz não ser possível cumprir o aumento no momento devido ao orçamento apertado do Estado. Em contrapartida, a gestão Zema ofereceu um reajuste de 10% para todos os servidores até a aprovação do Regime de Recuperação Fiscal, que também é criticado pelos agentes da Segurança.

O Governo Estadual ainda não se pronunciou sobre o ato realizado nesta quarta-feira. Ele é o segundo desde o dia 21 de fevereiro, quando os servidores entraram em greve. Os organizadores ainda não calcularam quantas pessoas participaram do protesto de hoje. No primeiro, eles estimaram um público de 30 mil manifestantes.

Veja a íntegra:

"A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) esclarece que serão apuradas todas as condutas de servidores que contrariam determinação judicial ou recomendações do Ministério Público de Minas Gerais no tocante à paralisação de atividades ou no que diz respeito a comportamentos inadequados e inaceitáveis durante as manifestações das forças de segurança, realizadas em Belo Horizonte.

A Sejusp ressalta que não compactua com desvios de condutas de servidores públicos, que devem ser os primeiros a prezar e zelar pela segurança do cidadão mineiro. Na manhã desta quarta-feira (9/3) uma repórter que fazia a cobertura da manifestação, na Praça da Estação, teve que ser socorrida e encaminhada ao hospital depois de um artefato explosivo estourar no seu entorno."

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