Logo R7.com
RecordPlus

Mulher de 37 anos presa por se passar por menina de 12 anos também aplicou golpe em abrigo de BH

Amanda Maria, de 37 anos, teria repetido o mesmo golpe em diferentes estados ao se apresentar como uma adolescente vítima de abusos e exploração sexual

Minas Gerais|Isabella Guasti, do R7, Mayra Folco e Alice Brito, da Record Minas

  • Google News
Amanda Maria, de 37 anos, foi presa em Santa Catarina Reprodução/RECORD Minas

Uma mulher de 37 anos presa em Santa Catarina por se passar por uma menina autista de 12 anos para conseguir abrigo e assistência também aplicou o mesmo golpe em Belo Horizonte. Segundo a responsável por uma instituição de acolhimento da capital mineira, a suspeita viveu por cerca de três anos no local usando outro nome e uma história falsa para convencer funcionários e voluntários de que era uma criança vítima de violência.

O caso ganhou repercussão nacional após a prisão de Amanda Maria, em Joinville (SC). De acordo com as investigações, ela teria repetido o mesmo roteiro em pelo menos cinco estados brasileiros. A mulher costumava procurar igrejas e entidades assistenciais alegando ter fugido de uma rede de exploração sexual infantil e dizendo precisar de proteção e ajuda.


Em Belo Horizonte, a história começou em 2017, quando Amanda apareceu em uma casa de acolhimento voltada para crianças, adolescentes e mulheres vítimas de violência. Na época, ela afirmou ter 12 anos de idade. Sensibilizada com o relato, a instituição a recebeu e passou a acompanhá-la. No entanto, conforme revelado posteriormente, ela já tinha 29 anos naquele período.

Comportamentos suspeitos

Segundo a diretora da entidade, Amanda apresentava diversos comportamentos para sustentar a farsa. Ela falava com voz infantilizada e mantinha atitudes típicas de uma criança. Em outros locais por onde passou, também chegou a usar mamadeira, chupeta e paninhos para dormir.


A responsável pelo abrigo contou que a suspeita costumava desaparecer sempre que era questionada sobre documentos ou detalhes de sua história. Depois, retornava ao local e retomava a rotina normalmente. A situação se prolongou por cerca de três anos.

O episódio que despertou maior desconfiança ocorreu durante um período de recesso da instituição. Como o abrigo ficaria fechado temporariamente, Amanda foi acolhida na casa da diretora. Após alguns dias de convivência, quando foi informada de que precisaria retornar ao abrigo porque a família viajaria, ela teria mudado completamente de comportamento.


Segundo o relato, a mulher passou a agir de forma agressiva, quebrou objetos da residência e fez ameaças. A diretora afirmou que ficou assustada com a reação e percebeu que a personalidade apresentada até então era muito diferente daquela que surgiu naquele momento. Depois do episódio, Amanda deixou o local e o contato foi perdido.

Descoberta

A verdadeira identidade da mulher só veio à tona anos depois. A diretora recebeu documentos, incluindo uma certidão de nascimento, que mostravam que Amanda nasceu em 10 de junho de 1988. Atualmente, ela está prestes a completar 38 anos.


Apesar das suspeitas de fraude e falsidade ideológica, a responsável pela instituição acredita que o caso também pode envolver questões psicológicas. Segundo ela, Amanda apresentava comportamentos delicados, como episódios de automutilação, e relatava um histórico de abusos e sofrimento desde a infância.

Agora, a polícia investiga quantas pessoas e instituições podem ter sido enganadas pela mulher ao longo dos anos e se ela obteve vantagens financeiras ou materiais com as histórias que contava para sensibilizar as vítimas.

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.