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Número de registros de injúria racial em MG tem alta de 184% nos primeiros meses do ano

De janeiro a abril de 2024, foram registrados 557 casos de injúria racial no estado; em 2023, o número foi de 196

Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7

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Em 2023, injúria racial foi equiparada ao crime de racismo Reprodução/Agência Brasil

O número de registro de casos de injúria racial em Minas Gerais teve alta de 184% nos primeiros meses de 2024, quando comparado com o mesmo período no ano passado. Os dados são do Observatório de Segurança Pública do estado.

De janeiro a abril de 2023, foram registrados 196 casos de injúria racial em MG. Neste ano, durante o mesmo período, o número foi de 557 registros, o que representa um aumento de 184%.

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“A injúria racial é uma ofensa direcionada a uma pessoa devido a sua cor, a sua etnia. É importante lembrar que desde 2023, a injúria racial foi equiparada ao crime de racismo, tendo sua pena aumentada de 2 anos para 5 anos, e se trata de um crime inafiançável e imprescritível.” Gilberto Silva, especialista em direito discriminatório

“As vítimas devem buscar seus direitos, procurar um advogado ou uma advogada de confiança. Buscar sua reparação pelos danos psicológicos, pelo constrangimento e toda dor causa. O racismo além de ofender a imagem e a honra da pessoa, ele traz consequências que não tem como calcular, como depressão, morte e suicídio”, falou.

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O número de registros de injúria racial também cresceu em Belo Horizonte. De janeiro a maio de 2023, foram registrados 68 casos. Em 2024, durante o mesmo período, o número foi de 143, o que representa um aumento de 110%. Para a delegada Silvia Mafuz, titular da Delegacia Especializada de Investigação de Crimes de Racismo, Xenofobia, LGBTfobia E Intolerâncias Correlatas (Decrin) de BH, o aumento se deve principalmente a equiparação da injúria ao crime de racismo, ocorrida em 2023.

“A gente percebe que as pessoas têm procurado mais as unidades policiais para relatar casos de injúria racial e de racismo desde que houve a alteração legislativa. Antigamente, como era uma ação penal condicionada à representação, elas poderiam, no decorrer do procedimento, desinteressar, e aí acontecia o arquivamento. Agora, independente da vítima desinteressar ou não, o procedimento prossegue normalmente, porque agora a injúria se tornou uma ação penal pública incondicionada”, explicou a delegada.

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A ação penal pública incondicionada é aquela que cabe exclusivamente ao Ministério Público, sem depender da concordância do ofendido ou de qualquer outro órgão estatal.

Injúria em aeroporto

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Nesta semana, uma advogada mineira chamou atenção nacional ao ser flagrada agredindo um funcionário de uma companhia aérea após ser retirada do voo em Belo Horizonte. A mulher, segundo a polícia, também teria cometido injúria racial contra o trabalhador, ao chamá-lo de macaco. O especialista reforça a importância das vítimas denunciarem os casos.

A advogada Luana Otoni foi presa e encaminhada para o Presídio de Vespasiano. Nesta segunda, durante audiência de custódia, a Justiça concedeu liberdade provisória para a advogada. A Ordem dos Advogados do Brasil, em Minas Gerais, suspendeu a inscrição da advogada e também destituiu ela do cargo de presidente da Comissão de Direito da Moda da instituição.

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