Operação de combate a caça-níquel prende 14 pessoas na Grande BH
Chefe da quadrilha foi detido em prédio em bairro nobre de Nova Lima; grupo é formado por PMs e policiais civis e também investigado por homicídio
Minas Gerais|Rodrigo Dias, da RecordTV Minas, com Lucas Pavanelli, do R7

Uma operação do Ministério Público e das Polícias Militar e Civil de Minas Gerais resultou na prisão de 14 pessoas, entre elas cinco PMs, dois investigadores da Polícia Civil e um vereador de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. A operação Hexagrama combate um esquema de jogos de azar.
Durante a manhã desta sexta-feira (6) foram apreendidos R$ 50 mil em dinheiro, além de armas e drogas sintéticas. A operação mobilizou policiais civis e militares e, de acordo com as primeiras informações, o chefe da organização criminosa foi preso no bairro Vila da Serra, em Nova Lima, área nobre da Grande BH.
Ele estava com a mulher e teria se recusado a sair do carro durante a abordagem. A polícia apreendeu dois carros blindados de propriedade dele. Em um deles havia um fundo falso, onde estavam escondidos R$ 15 mil e uma arma de fogo.
Os 14 presos foram levados para a sede do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), no bairro Santo Agostinho, em Belo Horizonte. De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais, a quadrilha atuava na operação de máquinas de caça-níquel e tem características de milícia. O grupo também é suspeito de envolvimento em um homicídio e uma tentativa de homicídio.
Tatuagem
Uma das características da quadrilha descoberta pelo MP durante as investigações é que a organização criminosa tinha como símbolo a "estrela de Davi", que era tatuada pelos membros do grupo e também usada nas máquinas de jogos de azar.
Participaram da operação o Gaeco, a Polícia Militar, a diretoria de inteligência da PM, a Corregedoria da PM e da Polícia Civil, além da Polícia Rodoviária Federal.















