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Pasta volta atrás e diz que segunda morte por febre maculosa ainda é investigada

Um óbito foi confirmado; cidade da Grande BH registrou três suspeitas

Minas Gerais|Do R7 *

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Aristeu de Souza Lima apresentou sintomas após calvagada
Aristeu de Souza Lima apresentou sintomas após calvagada

Após divulgar ao R7 a confirmação da segunda morte por febre maculosa na cidade, a Secretaria Municipal de Saúde de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, informou que, na verdade, apenas um óbito teve diagnóstico positivo para doença até o momento. A outra morte suspeita, que aconteceu nessa terça-feira (24), ainda está sendo investigada.

De acordo com a Pasta, neste ano, foram registradas três notificações de casos susupeitos da doença. Todas elas são referentes a internações que aconteceram na última semana. O um dos casos, de um homem que está vivo e foi hospitalizado na quinta-feira (19), foi dado como negativo.


A morte confirmada foi a de Aristeu de Souza Lima, de 42 anos, que morreu na última sexta-feira (20). Lima apresentou os sintomas de febre maculosa após andar a cavalo na orla da lagoa da Pampulha e foi internado no dia 16. O resultado dos exames foi divulgado nesta manhã.

A outra morte suspeita é a de Adriano Pereira dos Santos, morador de Florestal, também na Grande BH, que morreu nessa terça-feira, em um hospital particular de Contagem. Segundo a Secretaria de Saúde de Contagem, ele era dono de uma criação de animais e tinha contato com bichos que são hospedeiros do carrapato estrela, que transmite febre maculosa.


Em setembro do ano passado, um garoto de 10 anos também morreu com a doença após um passeio no Parque Ecológico da Pampulha junto com um grupo de escoteiros. Desde então, propostas de remoção das capivaras que vivem no local e são hospedeiras do carrapato estrela vêm sendo discutidas.

Nesta manhã, a Prefeitura de BH informou que a remoção para castração dos animais começa na próxima sexta-feira (27). O contrato que "prevê a execução dos serviços de monitoramento, captura, cirurgia de esterilização, devolução do animal ao seu habitat natural (Lagoa da Pampulha) de maneira segura para os roedores e para a população, e acompanhamento pós-cirúrgico" foi assinado nesta quarta. De acordo com a PBH, o prazo para execução do serviço é de 12 meses, mas ele pode ser concluído antes.

* Pablo Nascimento, estagiário do R7

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