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Polícia Civil divulga conclusão do inquérito sobre mulher jogada em penhasco nesta segunda (29)

Novas informações sobre caso ocorrido na Serra do Rola Moça, na Grande BH, serão passadas à imprensa

Minas Gerais|Arnon Gonçalves, da Record Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A diarista Ana Cláudia da Silva Souza foi resgatada após ser jogada em um penhasco na Serra do Rola Moça pelo ex-marido.
  • O principal suspeito, Silvanildo Manso de Araújo, foi preso e deve ser indiciado por tentativa de feminicídio e estupro.
  • A vítima foi encontrada desidratada, mas resgatada com sucesso pelo Corpo de Bombeiros e recebeu alta hospitalar dias depois.
  • O reencontro entre Ana Cláudia e o sargento que a resgatou foi marcado por emoção e gratidão.

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'Joguei do penhasco': suspeito de empurrar ex na Serra do Rola Moça, na Grande BH, confessa o crime
Suspeito de jogar a ex no penhasco confessou o crime

O caso envolvendo a diarista, de 41 anos, resgatada com vida após ser jogada em um penhasco na Serra do Rola Moça, na Grande BH, pelo ex-marido e ficar horas desaparecida, terá um novo desdobramento. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) divulgou que o inquérito que apurou a tentativa de feminicídio foi concluído e as novas informações da investigação serão passadas à imprensa nesta segunda-feira (29).

Ana Cláudia da Silva Souza foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros na região de difícil acesso, no dia 26 de maio deste ano. O principal suspeito do crime, Silvanildo Manso de Araújo, de 52 anos, foi preso em Várzea da Palma, no norte de Minas, a mais de 307 km da capital mineira.


Relembre o caso

Ana Cláudia desapareceu no dia 25 de maio. Naquele dia, ela saiu de casa para deixar a filha de nove anos na escola. Pouco depois, foi abordada pelo ex-companheiro. Silvanildo usou um canivete para ameaçar a ex.

Inconformado com o fim do relacionamento de 12 anos, ele obrigou Ana Cláudia a entrar no carro. Durante o trajeto ele deixava claro que iria acabar com a vida da ex-companheira. Ele chegou a parar em alguns lugares para escolher exatamente de onde iria cometer o crime.


Ana Cláudia não apareceu para trabalhar. Preocupada com o sumiço da mãe, a filha dela procurou a polícia e ligou para parentes até que recebeu a informação: Silvanildo teria contado para um amigo que estava com a ex-mulher na Serra do Rola Moça e que iria jogá-la do penhasco.

Desesperada, a filha de Ana Cláudia avisou os policiais que começaram as buscas. Silvanildo, então, mandou uma mensagem para a filha dele com Ana Cláudia: “Se alguém falar para você (...) que papai fez alguma coisa contra a sua mãe é mentira, viu? papai não tem coragem de fazer isso, não. Papai te ama muito, muito, muito, muito”.


Ana Cláudia e Silvanildo se separaram em fevereiro deste ano. Ele não aceitou o fim do relacionamento e passou a persegui-la. Ana Cláudia conseguiu uma medida protetiva contra o ex, dias antes de ser atacada por ele. Silvanildo está preso preventivamente. Ele deve ser indiciado por tentativa de feminicídio e por estupro.

Na quinta-feira (28), dois dias depois do salvamento, Ana Cláudia recebeu alta e se recupera em casa. No sábado, Ana Cláudia recebeu a visita do sargento Rodrigues. O primeiro encontro dos dois depois da operação de resgate. Um encontro marcado por emoção e agradecimento.


Reencontro com sargento que fez o resgate

O reencontro entre Ana Cláudia da Silva Souza e o sargento Fernando Rodrigues foi marcado por emoção, lágrimas e gratidão. Acostumado a atuar em ocorrências complexas, o sargento admitiu que estava ansioso para rever a vítima. “Estou até um pouco nervoso. Não fiquei tão nervoso nas entrevistas, mas acho que nesse reencontro, para dar um abraço na Ana Cláudia, é uma expectativa muito grande”, afirmou.

O abraço entre os dois foi longo. Ana Cláudia não sabia da surpresa e se emocionou ao ver o militar entrar em sua casa. “Estava louca para encontrar, para dar um abraço, para falar o quanto isso foi importante para mim. Fez muita diferença”, disse. Durante o resgate, o sargento permaneceu ao lado dela por cerca de duas horas, aguardando a chegada da equipe especializada que faria a retirada do local.

A vítima relembrou que já estava no limite das forças quando foi localizada. “Ali eu já estava sem força, totalmente desidratada. Eu acho que ali era o meu limite. Eu não conseguia sair dali para outro lugar para eles me resgatarem em um local de mais fácil acesso”, contou. Segundo ela, a forma como foi acolhida pelo militar foi fundamental. “O jeito que ele chegou conversando, me tranquilizando... parecia que a gente já se conhecia. Isso fez toda a diferença.”

Veja abaixo o reencontro:

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