Polícia Civil inicia perícia em celular de escrivã encontrada morta em Carandaí (MG)
Dois meses após a morte, a polícia conseguiu desbloquear o celular de Rafaela; os dados estão sendo analisados pela Criminalística
Minas Gerais|Lucas de Carvalho*, Da Record TV Minas

O celular da escrivã Rafaela Drummond começou a ser periciado nesta semana, quase dois meses depois de a jovem ter sido encontrada morta dentro de casa, em Carandaí (MG), a 137 km de Belo Horizonte.
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A informação foi confirmada nesta quarta-feira (9) pela família da vítima. Apenas na última segunda (7) a Polícia Civil conseguiu desbloquear o celular de Rafaela.
Segundo a corporação, os dados do telefone celular estão sendo analisados pelo Instituto de Criminalística. Depois da finalização do exame pericial, o laudo será encaminhado à Corregedoria Geral de Polícia Civil de Minas Gerais.
Ainda conforme a Polícia, os autos do inquérito foram judicializados e submetidos à análise do Ministério Público. A investigação tramita em segredo de Justiça e estritamente dentro do prazo concedido pelo Poder Judiciário.
Relembre o caso
No dia 9 de junho deste ano, a escrivã da Polícia Civil Rafaela Drummond, de 32 anos, foi encontrada morta na casa dos pais, em Carandaí. Uma série de áudios em que a jovem relatava estar sobrecarregada e ter sofrido assédio de superiores na polícia no ambiente de trabalho foram compartilhados pela família.
Durante as investigações, o delegado Itamar Claudio Netto e o investigador Celso Trindade de Andrade, superiores da escrivã, foram transferidos de unidade. A Polícia Civil não chegou a revelar se a mudança teve relação com a investigação do possível caso de assédio.
No dia 18 de julho, a Polícia Civil "concedeu licença para tratamento de saúde" ao investigador Celso Trindade. A licença foi publicada no Diário Oficial do Estado.
*Estagiário sob a supervisão de Antonio Paulo















