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Polícia indicia ex-chefe de gabinete de Kalil por vazamento de áudio

Relatório policial também pede responsabilização de Alberto Lage por difamação; investigado nega crime e afirma que áudio foi legal

Minas Gerais|Jonathan Cotta, da Record TV Minas

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A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou o ex-chefe de gabinete da Prefeitura de Belo Horizonte, Alberto Lage, por gravar e divulgar uma conversar com o prefeito Alexandre Kalil (PSD) sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei.

Áudio foi divulgado durante CPI
Áudio foi divulgado durante CPI

Kalil apresentou queixa contra Lage por ter gravado, em agosto do ano passado, e divulgado, dois meses depois, em outubro, uma conversa privada entre os dois no gabinete do prefeito. O político afirmou que em nenhum momento desconfiou da gravação, que o conteúdo da conversa foi divulgado de forma manipulada e com motivo exclusivo de constrangê-lo.


Já Alberto Lage se defendeu dizendo ter gravado a conversar por medo de receber propostas tidas como imorais e de ser ameaçado pelo prefeito. No relatório, a delegada responsável pelo inquérito ressaltou que os argumentos de ex-chefe de gabinete não foram comprovados pela investigação e também o indiciou por difamação, já que a divulgação da conversa com cortes e fora de contexto ofendeu a honra do prefeito Kalil.

Procurado pela reportagem, Lage defendeu que a gravação não foi ilegal. “Não existe interceptação, existe gravação de interlocutor”, afirmou. O ex-chefe de gabinete ainda questionou alguns pontos do relatório policial. “O relatório desconsidera os três primeiros minutos da conversa, em que eu digo com toda clareza que não confio no prefeito e não queria mais trabalhar com ele”, pontuou.


“Posso adiantar que restou comprovada nos autos a licitude da gravação, uma vez que realizada por um dos interlocutores e entregue oficialmente a uma CPI, assim como também fica comprovada no áudio entregue a expressa manifestação de quebra da confiança. Eu não induzi o Prefeito a falar nada. Eu pedi demissão nos primeiros minutos da conversa e ele continuou falando para me deixar com medo”, diz Alberto Lage.

Procurado, o prefeito Alexandre Kalil disse vai manter o posicionamento anterior de que o assunto “está sendo tratado onde deve, que é na polícia e na justiça.”

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