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Polícia indicia falso cônsul nigeriano pelo sequestro de filha brasileira

Menina de 9 anos foi levada pelo pai ao país africano; homem foi preso e criança retornou ao Brasil com a mãe, após cinco meses fora de casa

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

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Suspeito foi preso no dia 17 de junho, na Nigéria
Suspeito foi preso no dia 17 de junho, na Nigéria

A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou o falso cônsul nigerianosuspeito de sequestrar a filha brasileira de 9 anos pelos crimes de falsidade ideológica, subtração de incapaz e desobediência. As informações sobre as investigações do caso foram divulgadas na manhã desta segunda-feira (24).

O rapto aconteceu no início deste ano, quando Michael Olusegun Akinruli foi com Atinuke Pires para a Nigéria. A viagem aconteceu após o homem conseguir uma autorização judicial para viajar com a filha entre os dias nove de janeiro e três de fevereiro. Contudo, a família não voltou ao Brasil após o tempo estipulado.


De acordo com as investigações, Akinruli mentiu ao declarar que era cônsul para conseguir a liberação da Justiça para fazer a viagem com a filha. Segundo o Itamaraty, o nome do homem não consta em nenhuma lista de representante da Nigéria. O órgão informou que existem dois tipos de cônsul: de carreira e honorário. Contudo, o nigeriano naturalizado brasileiro não ocupa nenhum dos cargos.

Em fevereiro deste ano, a Record TVrevelou o caso com exclusividade. No dia 13 de fevereiro, o magistrado que concedeu a autorização para a viagem da criança reconheceu o sequestro e pediu cooperação internacional para trazer a menina de volta.


"É inegável que a retenção da criança na nigéria se caracteriza como indevida, à luz das decisões judiciais pátrias e das regras da convenção de haja a abdução da criança, ou sequestro civil, ou ainda sequestro interparental, passou a caracterizar-se quando do não retorno da data limite autorizada pelo alvará judicial", alegou o juíz à época.

Desfecho


Na última segunda-feira (17), Michael Olusegun Akinruli foi preso pela Interpol ( (Organização Internacional de Polícia Criminal) graças a um mandado de prisão da Polícia Civil de Minas Gerais, que emitiu um alerta vermelho para a polícia internacional.

De acordo com a delegada Renata Ribeiro Fagundes, os crimes que foram cometidos em terras brasileiras serão julgados pela Justiça local.


— Não dá para gente falar em extradição e não dá para falar como ele vai ser julgado lá. Com relação ao crime que foi cometido no Brasil, ele vai ser julgado pela Justiça Brasileira. Como tem o alerta vermelho da Interpol, caso ele vá para algum país que seja signatário de tratado de extradição com o Brasil, ele pode vir a cumprir a pena aqui.

O drama da família chegou ao fim após cinco meses de batalha. A psicóloga Laurimar de Jesus Pires, mãe de Atinuke, viajou para o país africano na tentantiva de resgatar a filha. As duas retornaram juntas a Belo Horizonte neste sábado (22).

A reportagem tenta contato com a defesa do suspeito.

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