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Polícia investiga denúncias de tortura em clínica para dependentes químicos

Pacientes contam que são agredidos constantemente pelos monitores do local

Minas Gerais|Do R7, com Record Minas

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Policial mostra pedaço de pau usado em suposta tortura
Policial mostra pedaço de pau usado em suposta tortura

Uma clínica de tratamento para dependentes químicos de Divinópolis, na região central de Minas Gerais, está sendo investigada por maus-tratos contra os internos. Imagens gravadas no local pela Polícia Civil mostram o “quarto do terror”, onde ocorreriam as torturas.

Os internos afirmam que ficavam presos no quarto por até três dias. No cômodo foram encontrados pedaços de panos amarrados aos pés e na lateral da cama, além de um bastão de ferro e outro de madeira.


O paciente conta que os espancamentos aconteciam constantemente.

— Eles “bate”, amarra a gente. Com toalha molhada, para não dar marca.


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Um adolescente de 17 anos conta que por causa das agressões fugiu da clínica, mas foi levado de volta pela família. Com medo de ser espancado de novo, pede ajuda aos policiais.


— Eu cheguei a apanhar, sair sangue pela boca, pelo nariz. Fiquei com o corpo cheio de sangue.

A polícia vem recebendo denúncias de tortura e maus-tratos desde janeiro deste ano. Pacientes e familiares já registraram vários boletins de ocorrência. Segundo o inquérito, os internos acusam os próprios monitores das agressões.


Os 35 internos da instituição já foram ouvidos pela polícia. Segundo a delegada Adriene Lopes, o inquérito deve ser concluído em 20 dias.

— Nós fizemos uma perícia no local. Há indícios, mas nada que nós podemos afirmar que está tendo maus tratos contra os internos nem tortura. Seria prematuro afirmar isso.

A responsável pela clínica, que não quis ser identificada, negou todas as acusações.

— Eu desconheço. Se o paciente tiver muito alterado pode sim haver uma contenção mecânica, mas isso com autorização médica, com acompanhamento do enfermeiro. Mas geralmente não acontece isso aqui na clínica não.

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