Minas Gerais Porteiro preso por engano em Minas Gerais cobra indenização

Porteiro preso por engano em Minas Gerais cobra indenização

Idoso foi o segundo homem condenado ao ser confundido com o estuprador conhecido como o "Maníaco do Anchieta"

  • Minas Gerais | Regiane Moreira, da Record TV Minas

Um ex-porteiro de Belo Horizonte, segundo condenado e preso por engano após ser confundido com o estuprador conhecido como “Maníaco do Anchieta”, cobra do Governo de Minas o pagamento de uma indenização de R$ 2 milhões.

Paulo Antônio da Silva, atualmente com 75 anos, mora em uma casa simples do bairro Ribeiro de Abreu, na região Nordeste da capital mineira. O homem foi condenado injustamente a 30 anos de prisão, tendo cumprido cinco anos e sete meses em regime fechado e outros 10 em prisão domiciliar.

Em 2013, ele conseguiu provar a inocência. O verdadeiro criminoso, Pedro Meyer Ferreira, foi reconhecido e preso, mas cumpriu menos tempo da condenação do que os dois homens que foram detidos em seu lugar.

A família do ex-porteiro decidiu procurar a imprensa após o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (MG), se reunir e pedir desculpas ao artista plástico Eugênio Fiúza, que também foi preso injustamente pelos crimes cometidos por Meyer. De acordo com a sobrinha de Silva, Elisa do Carmo, o ex-porteiro também teria ganho na Justiça uma indenização de R$ 2 milhões, mas o valor não foi pago até hoje.

— O dinheiro faz muita falta. Ele tem dificuldade para enxergar, mas não podemos pagar um tratamento. Ele precisa de uma cirurgia de hérnia que ele está aguardando há muito tempo e também não temos recursos.

Ex-porteiro precisa do dinheiro para cuidar da saúde

Ex-porteiro precisa do dinheiro para cuidar da saúde

Reprodução / Record TV Minas

A família do idoso quer que Zema também se reúna com o ex-porteiro e peça desculpas, assim como foi feito com Fiúza. A sobrinha de Paulo Antônio da Silva também reclama do fato do tio não receber uma pensão mensal, igual a do artista plástico. Ela quer que o Estado pague a indenização ao ex-porteiro enquanto ele ainda está vivo.

— Eu gostaria que meu tio recebesse esse valor, não a gente. Eu quero que ele usufrua isso. Ele sofreu, penou muito, foi esfaqueado na prisão, achamos que ele não sobreviveria. Se ele está vivo hoje, é graças a Deus.

Em nota, a AGE-MG (Advocacia-Geral do Estado de Minas Gerais) informou que o Estado foi sentenciado, em 2018, a pagar cerca de R$ 1,5 milhão para Paulo Antônio da Silva, sem o direito à pensão mensal. O Governo de Minas pretende quitar cerca de R$ 750 milhões em precatórios até o fim deste ano, sendo 50% deles em ordem cronológica.

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