Prefeitura interdita clínica onde mulher morreu durante cirurgia
Local foi impedido de funcionar até que sejam cumpridas exigências na sua infraestrutura; clínica não podia fazer cirurgias de médio e grande porte
Minas Gerais|Clara Mariz, do R7, com Pedro Corcini, da Record TV Minas*

A clínica particular onde uma mulher morreu durante uma cirurgia de redução de seios na última segunda-feira (16), no bairro Barro Preto, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, foi interditada nesta sexta-feira (20).
O local foi impedido pela Vigilância Sanitária de funcionar até que sejam cumpridas exigências relacionadas a sua infraestrutura, além de pendências documentais e insumos.
Um dia após a morte da pedagoga Adriana Zulmira do Nascimento, de 48 anos, a Prefeitura de Belo Horizonte divulgou que a clínica São Fidélis, onde o procedimento foi feito, não tinha autorização para realizar procedimentos de médio e grande porte. Segundo médicos, a mamoplastia pode ser enquadrada como uma cirurgia de médio porte.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o local estava em processo de renovação de alvará e tinha autorização apenas para procedimentos ambulatoriais, tais como vasectomias e reversão de prótese peniana”.
Relembre o caso
Na manhã da última segunda-feira (16), Adriana Zulmira do Nascimento, de 48 anos, morreu durante uma cirurgia de mamoplastia, para a redução dos seios.
Segundo um relatório feito pela clínica, após 30 minutos do início do procedimento, a paciente apresentou uma queda significativa de pressão arterial. O documento relata que o quadro da paciente não apresentava melhoras é, por isso, a cirurgia foi cancelada e, ela, entubada.
O CRM (Conselho Regional de Medicina), informou que vai abrir uma sindicância para a apuração dos fatos, seguindo o protocolo de procedimentos estabelecidos pelo Código de Processo Ético Profissional.
*Estagiários do R7 e da Record TV Minas, sob supervisão de Lucas Pavanelli















