Presidente da ALMG defende Rodoanel longe de áreas urbanas
Em entrevista à Record TV Minas, Agostinho Patrus criticou possível pedágio que pode afetar usuários locais, na Grande BH
Minas Gerais|do R7

O presidente da ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais), Agostinho Patrus (PV), avaliou que o novo Rodoanel da Grande BH deveria ser construído longe das áreas urbanas das cidades.
Segundo o político, a proposta de criar a estrada já com a previsão de pedágio pode causar impactos negativos para a população. A avaliação foi feita durante entrevista exclusiva ao Balanço Geral Minas, nesta terça-feira (7).
“Esse Rodoanel tem que passar distante da cidade, não pode ser um Rodoanel que vai penalizar a população, que vai cortar o meio das cidades, que vai fazer com que uma mãe ao buscar o seu filho na escola do outro lado do anel tenha que pagar pedágio”, pontuou.
O principal argumento de Patrus é de que é preciso afastar a via das regiões mais urbanas, para que ela possa retirar de dentro das cidades o fluxo de caminhões vindos das BRs-381, 262 e 040.
O deputado afirma que é contra a proposta apresentada pelo Governo do Estado de passar o Rodoanel dentro de bairros povoados de Betim e de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.
“O Rodoanel é para tirar o movimento das carretas que vêm com 25, 30, 40 toneladas e entram no trânsito urbano do atual Anel que nós temos'', diz.
“Não podemos simplesmente escolher um projeto, sem discutir com ninguém e colocá-lo para ser licitado e afetar as vidas de milhões de pessoas”, concluiu Patrus ao defender mais participação da população nas discussões.
Balanço da gestão
Sobre a atuação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais neste ano, Patrus destacou que as pessoas mais pobres tiveram mais dificuldades no enfrentamento da pandemia e, para isso, os parlamentares criaram o auxílio emergencial mineiro.
“Nós criamos na assembleia o recurso de R$ 600 que foi distribuído a 1,1 milhão de famílias em Minas Gerais", relembrou. Ainda sobre os trabalhos prestados, Patrus nomeou o acordo da Vale, que incluiu a área de assistência social e disponibilizou quase R$ 200 milhões para a população de rua em Belo Horizonte e no restante do estado.















