Presidente diz que Iate Clube ainda negociava com a prefeitura
Representantes tentavam evitar a demolição de parte da estrutura do clube
Minas Gerais|Do R7, com Record Minas

A decisão da Prefeitura de Belo Horizonte de desapropriar o Iate Tênis Clube pegou de surpresa a diretoria do clube. O decreto de desapropriação foi publicado nesta terça-feira (16) no DOM (Diário Oficial do Município). O imóvel faz parte do Complexo Arquitetônico da Pampulha, que será avaliado pela Unesco para se tornar Patrimônio da Humanidade.
O presidente do clube, Luciano Mori, disse que desde o início das reuniões com a prefeitura cedeu todas as condições do projeto.
— Surpreso porque na última reunião que nós tivemos na prefeitura o [secretário de governo] Vitor Valverde inclusive deu um sinal de ok, ficou feliz, queria até comemorar. Para mim já estava tudo ok.
Leia mais notícias de Minas Gerais no Portal R7
Experimente grátis: todos os programas da Record na íntegra no R7 Play
Ainda de acordo com Mori, um termo de compromisso com a PBH seria assinado na segunda-feira. No documento ficaria acordado que o anexo do prédio onde funcionam um salão de festas, uma academia, uma piscina e uma garagem seria demolido, mas com uma exigência.
— A gente ia demolir e precisávamos da realocação do espaço porque isso aqui é uma fonte de renda para o Iate.
A diretoria disse estar preocupada com os eventos já marcados para os próximos meses.
— Nós temos noivas que marcaram casamento nesse salão que hoje estão preocupadas. Elas tinham um sonho e esse sonho parece que acabou.
Uma outra preocupação é com relação as 1.500 famílias que são sócias. Ainda não se sabe quando elas terão que deixar de frequentar as dependências do clube. Além disso, só no anexo que será demolido trabalham mais de 90 funcionários, que estão com o futuro incerto.
Durante a apresentação do projeto que foi enviado à Unesco, Valverde, representante da prefeitura, defendeu as intervenções que precisarão ser feitas.
— A demolição do anexo do Iate não está em negociação. A desapropriação hoje é total, mas talvez possa ser objeto de negociação.
As discussões com relação à área a ser demolida e os valores referentes ao Iate devem se arrastar pelos próximos anos. O presidente disse que um levantamento feito há três anos mostrou que o imóvel foi avaliado em R$ 150 milhões.















