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Primeiro dia útil com nova tarifa de ônibus é marcado por reclamações de passageiros: 'Absurdo' 

Denúncias de serviço precário continuam em estações de BH, que permanecem lotadas e com veículos atrasados

Minas Gerais|Mayara Folco, da Record TV Minas

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Passageiros alegam que aumento de 33% não se justifica
Passageiros alegam que aumento de 33% não se justifica

O reajuste no valor da tarifa do transporte público de Belo Horizonte entrou em vigor neste domingo (23), e o primeiro dia útil com a alteração foi marcado por reclamações dos usuários dos ônibus da capital mineira. 

Mesmo sendo este o primeiro dia útil com o novo valor, os problemas continuam os mesmos. Na estação Pampulha, a filas continuam grandes, e os ônibus, atrasados. Reclamações desse tipo são recorrentes entre os passageiros. "Sempre tem atraso, os ônibus não saem, a fila é quilométrica, sempre tem problema. Têm dias que os ônibus nem param nos pontos", conta uma passageira. 


O aumento de 33% no valor da passagem, que antes custava R$ 4,50, revoltou os usuários. "Absurdo, né? A gente já paga tanto imposto...Ficou caro pra gente, que sai todo dia para trabalhar", disse outro passageiro.

Segundo Francisco de Assis Maciel, presidente da Associação dos Usuários do Transporte Público de BH, a precariedade do serviço não justifica o aumento e pode provocar sérias consequências econômicas. "Vai ter exclusão de usuários, e a economia vai ser prejudicada. O comércio vai perder, o serviço vai perder, a indústria vai perder, a cidade vai perder, todo mundo vai perder", argumentou. 


Além disso, com a tarifa mais cara, os estudantes também temem o esvaziamento das salas de aula. De acordo com a estudante Beatriz Saraiva, esse problema já é realidade. "Vai impactar muito no sentido de evasão escolar, inclusive. A gente já vem sentido isso, porque hoje a juventude tem preferido escolher escolas mais perto de casa por causa do valor alto do transporte, e hoje, mais do que nunca, vai ficar inviável para a juventude conseguir acessar o centro ou outros lugares próximos do local de trabalho", relata. 

O reajuste foi definido após uma audiência realizada no TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), no último dia 19, entre a prefeitura de BH e as empresas de ônibus. A CMBH (Câmara Municipal de Belo Horizonte), para reverter esse aumento, precisa analisar e votar um projeto que prevê uma remuneração complementar das empresas de ônibus, mas não há data para que isso aconteça.

Enquanto isso, o trabalhador precisa pagar o valor reajustado, mesmo com todas as reclamações. "Esse aumento não se justifica. Tem 30 minutos que estou na estação, e cadê o ônibus? Aumenta [o valor], mas vai melhorar? Eu duvido, infelizmente", disse outra passageira. 

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