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“Processo bem fundamentado”, diz presidente da Fiemg sobre mineração na Serra do Curral

Flávio Roscoe afirmou em entrevista coletiva que empreendimento não vai comprometer a segurança hídrica de Belo Horizonte

Minas Gerais|Ana Gomes, Do R7

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Fiemg convocou entrevista para esclarecer a questão
Fiemg convocou entrevista para esclarecer a questão

Em entrevista coletiva, realizada na manhã desta quarta-feira (3), o presidente da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), Flávio Roscoe, esclareceu sobre os questionamentos levantados pela população e por ambientalistas sobre a mineração na Serra do Curral. Segundo o representante da instituição, o empreendimento não vai alterar a área tombada.

“O Conjunto da Serra do Curral é tombado desde 1961, ou seja, ele não pode ser alterado. É um tombamento federal e não está restrito ao município. O empreendimento não muda essa área. Informações que estão sendo divulgadas nesse sentido são equívocas e maldosas”, afirmou.


Roscoe ainda relatou que três pedidos foram enviados à Justiça para suspender a votação da liberação ambiental, porém liminares não foram emitidas pois não havia indícios de legalidade.

“O processo está muito bem fundamentado. Foram 7 anos de estudo. O relatório final tem 232 páginas”, relata.


Sobre o risco à segurança hídrica de Belo Horizonte, impacto questionado pela prefeitura no documento enviado ao poder judiciário, o presidente disse que o projeto não vai interferir no abastecimento de água da capital.

“Acabar com a água de BH não é fato. Se não há rebaixamento de lençóis freáticos, não há alteração dos recursos hídricos”, disse.


O presidente da Fiemg relatou que alguns conselheiros do Copam que participaram da votação sofreram ataques pelas redes sociais, incluindo ameaças. Segundo Flávio, os advogados da instituição estão analisando as ameaças e atitudes serão tomadas contra todos aqueles que tiverem desrespeitado a lei.

Ação da Prefeitura de BH


Nesta terça-feira (2), a Prefeitura de Belo Horizonte entrou com uma ação na Justiça para suspender a licença ambiental ao empreendimento Complexo Minerário Serra do Taquaril.

No documento de 31 páginas enviado ao poder judiciário, a administração municipal alega pelo menos seis motivos para barrar o avanço da exploração na área, entre eles, o risco geológico de erosão do Pico Belo Horizonte, o comprometimento da segurança hídrica, a queda da qualidade do ar e perturbação do sossego, além do risco ao meio ambiente.

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