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Professores divulgam nota em repúdio aos casos de racismo e machismo na UFMG

Durante o ano a instituição tem sido alvo de polêmicas envolvendo alunos e profissionais

Minas Gerais|Do R7

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Cartazes foram espalhados pela Fafich
Cartazes foram espalhados pela Fafich

Professores, alunos e servidores técnico-administrativos da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) divulgaram uma nota em repúdio aos atos de “violação dos direitos acadêmicos e humanos” na instituição. O documento é assinado por 141 pessoas.

Na nota, o grupo afirma que, "na UFMG, especificamente, inexistem os canais institucionais formais, efetivos e ágeis, por onde possam tramitar (e serem, de fato, resolvidos) violações de cunho nazista, machista, racista, homofóbico, entre outros, que envolvem tão diversas formas de violência".


Ex-alunos apoiam professor acusado de assédio na UFMG

Agressão, racismo e homofobia: universidade de Minas vira palco de polêmicas


Desde o início do ano, a universidade tem sido palco de polêmicas. Em março, um trote com menções nazistas e racistas foi feito pela faculdade de direito. Após sete meses de investigações, apenas quatro estudantes foram responsabilizados pelo ato.

No fim do mês passado um professor do curso de ciências sociais foi acusado de assédio pelos alunos. Francisco Coelho é alvo de uma sindicância e foi afastado do cargo.


Para os profissionais que assinam a nota, os casos estão associados "à incapacidade que os órgãos gestores da UFMG têm demonstrado de dar respostas concretas às violações que estão sendo praticadas". Procurada, a assessoria da instituição disse não ter conhecimento do documento.

Ex-alunos


Ex-alunos do professor Francisco Coelho também divulgaram uma carta em apoio aos estudantes que fizeram a denúncia: "É um incômodo antigo dos alunos a postura desrespeitosa e machista desse professor dentro das salas de aula da FAFICH. Insinuações verbais sobre o corpo das alunas e sobre a possibilidade de ter com elas algum tipo de relacionamento sexual sempre foram constantes nas disciplinas por ele ministradas".

Segundo os estudantes, as denúncias não haviam sido feitas anteriormente por "vergonha e constrangimento, medo de represálias por parte do professor e do possível corporativismo entre os docentes dessa casa, falta de provas materiais e dificuldade de mobilização".

A assessoria da UFMG afirmou que a carta foi recebida pela direção da Fafich (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG) e encaminhada para a comissão que analisa o caso. A previsão é que um parecer seja emitido até o dia 22 de novembro.

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