Rachadinha: chefe da segurança da Câmara de BH também é alvo
Apartamento do tenente coronel reformado, Juares de Souza Ferreira, foi alvo de busca e apreensão em investigação contra o vereador Léo Burguês (PSL)
Minas Gerais|Ezequiel Fagundes, da Record TV Minas

Nomeado no cargo de assessor especialista em segurança e inteligência da Câmara Municipal de Belo Horizonte, o tenente coronel reformado da Polícia Militar, Juares de Souza Ferreira, está sendo investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais, juntamente com o vereador Léo Burguês (PSL). Ferreira foi nomeado em 4 de maio deste ano, com salário de R$ 17.255,36 por mês.
Burguês é alvo de uma investigação sobre suspeita da prática de "rachadinha" dentro de seu gabinete, que foi alvo de mandado de busca e apreensão na última semana.
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O apartamento do tenente coronel reformado, localizado no bairro São Lucas, região Leste de Belo Horizonte, também recebeu visita dos investigadores da Polícia Civil na mesma data. O mandado foi autorizado pela juíza Sabrina da Cunha Peixoto, da Vara Criminal de Inquéritos.
Ferreira já foi candidato a vereador em BH, em 2016, e deputado federal, em 2018, mas não se elegeu.
Operação Câmara Secreta
Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão de documentos. No gabinete de Burguês, foram apreendidos dez computadores. Os investigadores estiveram ainda em outros dois endereços do parlamentar, um apartamento em Belo Horizonte e uma casa de grandes dimensões em um condomínio fechado em Nova Lima, na região metropolitana da capital.
O inquérito da Polícia Civil apura um suposto esquema de "rachadinha", que é quando o assessor é obrigado a devolver parte do salário para o político em troca do cargo, contratação de funcionários fantasmas e corrupção. A investigação, que corre em segredo de Justiça, está sendo conduzida pela Delegacia de Repressão a Organizações Criminosas. Nesta semana, os investigados serão interrogados.
Outro lado
A reportagem entrou em contato com Juares de Souza Ferreira em seu gabinete na Câmara, deixou recado e aguarda um posicionamento. Em nota, a presidente da Câmara, Nely Aquino, disse que não irá se manifestar sobre a investigação contra o assessor especialista em segurança e inteligência da Casa uma vez que desconhece o motivo da investigação que corre em segredo de Justiça.
Já o vereador Léo Burguês, em nota divulgada na última terça-feira, alegou que "foi com surpresa que recebi hoje de manhã na minha casa e na Câmara Municipal a visita de policiais civis. Não posso me manifestar sobre o motivo, por ainda ser desconhecido pra mim e meus advogados. Ressalto que todos os atos da minha vida são pautados pela licitude e honradez".















