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Responsáveis por queda de viaduto em BH não vão a júri popular

Os 19 indiciados vão responder pelo crime de desabamento qualificado

Minas Gerais|Do R7

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Motorista de ônibus e ocupante de um Uno morreram na hora
Motorista de ônibus e ocupante de um Uno morreram na hora

Os responsáveis pela queda do viaduto Batalha dos Guararapes, que desabou em julho do ano passado, matando duas pessoas e ferindo outras 23, não vão responder pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio. Nesta segunda-feira (8), Guilherme Queiroz Lacerda, juiz sumariante 1º Tribunal do Júri da capital acatou o pedido feito pelo Ministério Público de Minas Gerais.

Para os promotores Marcelo Mattar Diniz e Denise Guerzoni Coelho, as 19 pessoas responsabilizadas, entre elas o então secretário de Obras, José Lauro Terror, devem responder apenas pelo crime de desabamento, qualificado pelo resultado de morte e lesões corporais. Assim, nenhum deles irá a júri popular já que os autos devem ser encaminhados a uma das varas criminais da capital.

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Responsável pelas investigações, o delegado Hugo e Silva indiciou os responsáveis por dois homicídios com dolo eventual, 23 tentativas de homicídio com dolo eventual e desabamento. O policial destacou que a omissão da Consol e da Cowan ficou clara mesmo após diversos alertas da Sudecap, desde 2012, de que havia erros grosseiros nos projetos. As empreiteiras negam ter conhecimento dos erros.

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Os funcionários da prefeitura de BH também foram responsabilizados por não terem suspendido a construção do viaduto, diante das irregularidades, com a desculpa de cumprir o cronograma previsto para as obras da Copa do Mundo 2014. A polícia confirmou que houve cálculo errado de aço e concreto usados nos pilares do viaduto e que no momento da retirada das escoras os operários alertaram para problemas de estrutura.

Entre os indiciados estão três representantes da Consol, que fez o projeto do viaduto (Maurício de Lana, presidente da empresa, e os engenheiros Marzo Sette Torres e Rodrigo de Souza e Silva); oito funcionários da empreiteira Cowan, que construiu o viaduto (os engenheiros José Paulo Toller Motta, Francisco de Assis Santiago, Omar Oscar Salazar Lara, Daniel Rodrigo do Prado, engenheiro agrônomo que assinava o diário da construção, e Osanir Vasconcelos Chaves, além de Carlos Rodrigues, encarregado de obras, Carlos Roberto Leite, encarregado de produção, e Renato de Souza Neto, encarregado de carpintaria).

Os outros oito indiciados são funcionários da PBH: Cláudio Marcos Neto (engenheiro e diretor de obras da Sudecap), Maria Cristina Novais Araújo (arquiteta e diretora de projetos da Sudecap), Beatriz de Moraes Ribeiro, (arquiteta e urbanista e diretora de planejamento da Sudecap), Maria Geralda de Castro Bahia (chefe do departamento de projeto e infraestrutura da Sudecap), Janaina Gomes Falleiros (engenheira e chefe da divisão de projetos viários da Sudecap), Acácia Fagundes Oliveira Albrecht (engenheira da Sudecap) e Mauro Lúcio Ribeiro da Silva (engenheiro da Sudecap).

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