Samarco consegue novo prazo para plano sobre desastre em Mariana
Justiça Federal em Minas Gerais atendeu pedido da mineradora
Minas Gerais|Paulo Henrique Lobato, Do R7

A Justiça Federal em Minas Gerais aceitou pedido conjunto da Samarco e suas controladoras — Vale e BHP Billiton — e prorrogou para 25 de junho de 2018 o prazo para que as mineradoras apresentem o Termo de Ajustamento a ações civis públicas relacionadas ao rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em 5 de novembro de 2015.
O prazo venceu às 19h desta sexta-feira (20). É a quarta vez que a data é postergada, a pedido das mineradoras, pela Justiça. A primeira foi em 30 de junho do ano passado. A segunda, 30 de outubro. A terceira, 16 de novembro.
Em nota, a Samarco justificou que, "dada a relevância e complexidade do tema, o referido pedido contou com a anuência do Ministério Público Federal".
O rompimento da represa com rejeitos de lama completará dois anos e meio em 5 de maio próximo. Trata-se do maior desastre socioambiental do Brasil: o tsunami de lama matou 19 pessoas, assassinou incontável número de animais, destruiu milhares de hectares de mata, tampou dezenas de nascentes, invatiu três rios (Doce, Carmo e Gualacho) e chegou ao Atlântico.
A maioria das vítimas morava em Bento Rodrigues, o primeiro povoado destruído pela lama. Pesquisa divulgada recentemente pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) constatou que um grande número de sobreviventes do lugarejo, que pertence a Mariana, passou a sofrer com depressão por causa do estrago causado pela lama de rejeitos de minério.
Até hoje ninguém foi punido criminalmente. Na esfera cível, várias ações tramitam em cidades cortadas pelo Rio Doce, onde dezenas de municípios tiveram de interromper a capitação de água.















