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Samarco quer mais tempo para reparar danos de Mariana

Prazo para que mineradora entregue à Justiça plano de recuperação socioambiental vence nesta sexa-feira (20)

Minas Gerais|Paulo Henrique Lobato, Do R7

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Povoado de Bento Rodrigues foi o primeiro a ser destruído
Povoado de Bento Rodrigues foi o primeiro a ser destruído

A Samarco e suas controladoras — Vale e BHP Billiton — têm até às 19h desta sexta-feira (20) para apresentar à Justiça Federal em Belo Horizonte o plano para reparação dos danos causados pelo estouro da barragem de Fundão, em Mariana, em 5 de novembro de 2015. As empresas, contudo, deverão solicitar ao Judiciário a prorrogação do prazo, conforme o MPF (Ministério Público Federal) informou ao R7.

O rompimento da represa com rejeitos de lama é considerado o maior desastre socioambiental do Brasil: o tsunami de lama matou 19 pessoas, assassinou incontável número de animais, destruiu milhares de hectares de mata, tampou dezenas de nascentes, invatiu três rios (Doce, Carmo e Gualacho) e chegou ao Atlântico.


A maioria das vítimas morava em Bento Rodrigues, o primeiro povoado destruído pela lama. Pesquisa divulgada recentemente pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) constatou que um grande número de sobreviventes do lugarejo, que pertence a Mariana, passou a sofrer com depressão por causa do estrago causado pela lama de rejeitos de minério. 

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Quase dois anos e meio depois, ninguém foi punido criminalmente. Na esfera cível, várias ações tramitam em cidades cortadas pelo Rio Doce, onde dezenas de municípios tiveram de interromper a capitação de água.

Esta será a quarta vez, caso seja confirmado o pedido de prorrogação do prazo, que a apresentação do plano é adiada. A primeira foi em 30 de junho do ano passado. A segunda, 30 de outubro. A terceira, 16 de novembro.

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