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‘Sangue frio’: tutor de bulldog baleado diz que arma falhou ao ser apontada contra ele

Bulldog foi atingido por dois tiros em Belo Horizonte; tutor afirma que o agressor agiu sem dizer uma palavra

Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7 e Virgínia Nalo, da RECORD Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O bulldog francês Bruce foi atacado por um homem armado na loja de seu tutor em Belo Horizonte.
  • Alexandre Andrade, tutor de Bruce, tentou proteger o cão e acredita que escapou da morte por um milagre quando a arma do agressor falhou.
  • Bruce foi atingido por dois tiros, está internado, mas seu estado é estável e ele não corre risco de morte.
  • As autoridades estão investigando o caso e há suspeitas de que o agressor seja um policial militar.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Bruce foi atingido por dois tiros no abdômen e precisou ser atendido às pressas
Bruce foi atingido por dois tiros no abdômen e precisou ser atendido às pressas RECORD Minas/ Reprodução

As imagens das câmeras de segurança que registraram o ataque contra o bulldog francês Bruce, de 4 anos, já haviam causado indignação nas redes sociais. No entanto, o relato do tutor do animal revela detalhes ainda mais dramáticos da violência ocorrida na última segunda-feira (15), na Avenida Barão Homem de Melo, na região Oeste de Belo Horizonte.

Em entrevista, Alexandre Andrade descreveu os momentos de desespero vividos durante a ação e afirmou que acredita ter escapado da morte por um milagre.


Ataque sem qualquer aviso

Bruce acompanha Alexandre diariamente desde os primeiros meses de vida. O cachorro costuma passar os dias na loja do tutor, onde o ataque aconteceu. Segundo ele, nada indicava que a rotina seria interrompida por uma cena de violência.

“Estava um dia normal de trabalho. Todos os dias o Bruce vai comigo, de coleira. Nunca imaginei que algo assim pudesse acontecer”, desabafou.


Alexandre contou que estava utilizando o celular quando percebeu a aproximação de um homem armado. Bruce teria reagido ao se sentir ameaçado, latindo para o suspeito, mas sem avançar.

De acordo com o tutor, o cachorro permaneceu a cerca de dois metros do homem. Sem dizer uma palavra, o agressor sacou a arma e começou a disparar. “Ele não falou nada. Foi frio, sangue frio”, relatou Alexandre.


Em meio ao desespero, o comerciante tentou impedir o ataque e fez um apelo ao homem. “Irmão, pelo amor de Deus, não faz isso. O cachorro não vai fazer nada.”

Instinto de proteção

Ao perceber que o suspeito continuaria atirando, Alexandre reagiu por impulso. Segundo ele, o instinto foi proteger Bruce a qualquer custo.


“Foi instinto de proteção. Pulei na frente para proteger meu animal”, afirmou.

O tutor conta que tentou segurar o braço do atirador e se colocou entre o homem e o cachorro. Foi nesse momento que ocorreu o que ele considera um milagre. De acordo com Alexandre, o suspeito apontou a arma em sua direção e tentou disparar novamente, mas o equipamento falhou.

“A arma dele falhou. Talvez eu não estaria aqui conversando e nem o Bruce estaria sendo recuperado agora”, disse.

Após a falha da arma, o agressor deixou o local caminhando tranquilamente, sem demonstrar preocupação. Segundo Alexandre, testemunhas relataram que o suspeito seria um policial militar da ativa.

Bruce segue internado

Bruce foi atingido por dois disparos na região do abdômen e precisou passar por atendimento veterinário de urgência. O cachorro permanece internado e segue em observação. Apesar da gravidade dos ferimentos, o quadro é considerado estável e ele não corre risco de morte.

No local do crime, foram recolhidas cinco cápsulas de pistola.

Suspeito se entrega e é identificado como sargento da PM

A Polícia Militar informou que o homem apontado como autor dos disparos contra Bruce é um sargento da corporação que estava fora do horário de serviço. Ele se apresentou à polícia nesta terça-feira (16) e o caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

Ainda abalado, Alexandre afirma que espera uma responsabilização do autor dos disparos. “Independente de quem ele seja, ele tem que ser detido e julgado. Isso que ele fez foi um crime”, declarou.

O tutor também agradeceu as manifestações de apoio recebidas desde o ataque e destacou o trabalho das polícias Civil e Militar na investigação do caso.

Enquanto acompanha a recuperação de Bruce, ele espera que o episódio não fique impune.

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