Minas Gerais Suplente de vereador preso em BH toma posse na Câmara Municipal

Suplente de vereador preso em BH toma posse na Câmara Municipal

Reinaldo Oliveira (PMN), de 43 anos, toma posse quase no fim do mandato; ele substitui Ronaldo Batista (PSC), preso por suspeita de assassinato

  • Minas Gerais | Caio Silva* e Lucas Pavanelli, do R7

Suplente tomou posse nesta sexta-feira (23)

Suplente tomou posse nesta sexta-feira (23)

Divulgação / Câmara BH

O suplente de vereador Reinaldo Oliveira (PROS), de 43 anos, tomou posse, nesta sexta-feira (23), na CMBH (Câmara Municipal de Belo Horizonte). 

Mais conhecido como Reinaldinho, ele assume a cadeira de Ronaldo Batista (PSC), preso suspeito de ser mandante do assassinado do ex-vereador de Funilândia, a 82 km de BH, Hamilton Dias de Oliveira (MDB), em julho deste ano. 

Oliveira terá um mandato curto, de apenas dois meses e 10 dias, já que a atual legislatura termina no dia 31 de dezembro. Ele recebeu 4.086 votos nas últimas eleições. Oliveira já foi diretor da Urbel e Secretário Municipal da reginal Nordeste de Belo Horizonte. 

Reinaldinho é o segundo suplente da mesma coligação a assumir uma cadeira no Legislativo.

Relembre o caso

Ronaldo Batista (PSC) foi preso na última semana pela Polícia Civil de Belo Horizonte. Ele é o quinto detido na investigação, que também já prendeu um soldado da PM (Polícia Militar). 

De acordo com o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais), Batista teria encomendado o assassinato de Oliveira por R$ 40 mil e o motivo seria uma disputa sindical. 

O crime aconteceu no dia 23 de julho, quando o corpo de Hamilton, com marcas de disparos no rosto e no pescoço, foi encontrado dentro de um carro próximo à estação de metrô Vila Oeste, na capital mineira.

De acordo com o MP, integrantes da organização criminosa montada por Ronaldo Batista, se passaram por possíveis compradores de um lote, que seria vendido por Hamilton.

Os denunciados criaram um perfil falso de uma mulher chamada "Vanessa" e começaram a trocar mensagens com ele por meio do Whatsapp.

No dia do crime, o ex-vereador foi atraido para um encontro com essa mulher e surpreendido no local por uma dupla, que disparou diversas vezes contra ele. Um policial militar teria auxiliado na fuga e na destinação da arma de fogo usada no crime.

*Estagiário do R7 sob supervisão de Lucas Pavanelli 

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