Minas Gerais Escândalos com vereadores marcam atual legislatura da Câmara de BH

Escândalos com vereadores marcam atual legislatura da Câmara de BH

Desde 2016, BH já teve três vereadores presos, sendo que dois deles tiveram seus mandatos cassados; um deles pode estar envolvido em assassinato

  • Minas Gerais | Camila Cambraia, da Record TV Minas, e Célio Ribeiro*, do R7

A 18ª legislatura da Câmara Municipal de Belo Horizonte, que termina em janeiro de 2021, é marcada por escândalos envolvendo políticos. Nos últimos quatro anos, a capital mineira teve dois vereadores cassados e três presos.
 
A última polêmica envolvendo um parlamentar foi a prisão do vereador Ronaldo Batista (PSC), suspeito de ser o mandante do assassinato do ex-vereador de Funilândia, Hamilton Dias de Moura (MDB), em julho deste ano.
 

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Divulgação / Câmara BH

Cerca de um mês após o crime, a PCMG (Polícia Civil de Minas Gerais) cumpriu mandados de busca e apreensão no gabinete de Batista. Ele foi preso no último dia 15. Segundo as investigações, Ronaldo Batista teria pago R$ 40 mil pelo assassinato do político de Funilândia. O crime teria sido motivado por uma disputa sindical.

Outras polêmicas
 
O mandato de Ronaldo Batista durou apenas um ano. Ele tomou posse em agosto de 2019 no lugar de Cláudio Duarte (PSL), o primeiro vereador cassado da história da Câmara Municipal de BH.

Duarte perdeu o mandato por suspeita de ter recebido R$ 1 milhão em um esquema de “rachadinha”, em que servidores devolvem parte dos salários para o parlamentar. Duarte chegou a ser preso, mas hoje cumpre prisão domiciliar.
 
Já em novembro de 2019 foi a vez do vereador Wellington Magalhães (DC) ser cassado. Ele era investigado por fraudes em licitações de verbas publicitárias e também por ter ameaçado colegas e outras autoridades. Magalhães foi preso, passou para o regime semiaberto e chegou a trabalhar na Câmara de tornozeleira eletrônica, até perder o mandato definitivamente, após ser cassado pelos próprios pares.

Vereadores de BH se envolveram em polêmicas

Vereadores de BH se envolveram em polêmicas

Imagens: Twitter e Divulgação / CMBH / Karoline Barreto

Um outro vereador, Léo Burguês (PSL) foi alvo de uma operação da Polícia Civil também por suspeita de rachadinha, mas a denúncia foi arquivada. De acordo com a Procuradoria-Geral da Câmara de BH, ao menos 13 denúncias envolvendo vereadores foram analisadas no plenário durante esta legislatura.

Posse
 
Nesta sexta-feira (23), Reinaldinho (PMN) vai tomar posse na Câmara de Belo Horizonte, assumindo a vaga deixada por Ronaldo Batista (PSC). Ele é o segundo suplente da mesma coligação a assumir uma cadeira no Legislativo.

*Estagiário do R7 sob a supervisão de Lucas Pavanelli

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