"Tem que ser 150% segura", diz brasileiro sobre viagem espacial adiada
Engenheiro de Belo Horizonte, que está nos Estados Unidos, aguarda a revisão no foguete para saber a nova data do voo
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

Três dias após chegar aos Estados Unidos para se preparar para a viagem que promete ser a maior da sua vida, rumo ao espaço, o engenheiro brasileiro Victor Hespanha, de 28 anos, foi surpreendido, nesta quarta-feira (18), com o adiamento da missão sideral prevista para acontecer na próxima sexta-feira (20).
Apesar da quebra de expectativas, Hespanha relatou que está tranquilo com a decisão da empresa de voos espaciais Blue Origin. "É legal lembrar que esse tipo de viagem tem que ser 150% seguro tecnicamente. Não pode ter nenhum tipo de falha. Então não adianta estar 100%", relatou o morador de Belo Horizonte sobre o passeio que deve durar aproximadamente 10 minutos.
A companhia, que pertence ao bilionário Jeff Bezos, também dono da Amazon, anunciou o adiamento após uma vistoria no foguete que vai levar seis pessoas ao espaço. O brasileiro ganhou a viagem após comprar uma NFT, arte digital criptografada.
"Durante nossas verificações finais do veículo, notamos que um dos sistemas de segurança do New Shepard [foguete] não estava funcionando como esperado", informou a empresa americana em nota.
Como a nova data ainda não foi informada, Hespanha aguarda para decidir se vai voltar para o Brasil ou se vai esperar nos Estados Unidos. Ele será o segundo brasileiro a ir ao espaço, mas o primeiro a fazer a viagem como um turista. O primeiro brasileiro a deixar a Terra foi o astronauta Marcos Pontes, em 2006.
"Estávamos naquela expectativa altíssima, mas isso é algo de praxe da empresa. Outras missões do próprio New Sherpard foram adiadas em outros momentos por questões de segurança, clima, ventos, etc", explicou o brasileiro.















