Trânsito na Pedro I deve ser completamente liberado no dia 29 de setembro
Avenida ficou 80 dias interditada com queda de viaduto; pistas foram parcialmente reabertas
Minas Gerais|Do R7

Em coletiva na manhã desta quinta-feira (25), o prefeito Marcio Lacerda (PSB) disse que a liberação total do trânsito na avenida Pedro 1º deve acontecer no dia 29 de setembro. Parte da pista foi liberada na última segunda-feira (22) após quase três meses de interdição em razão da queda da alça sul do viaduto Guararapes.
Segundo a BHTrans, o trânsito ainda permanece interditado em um trecho da pista mista da via no sentido Bairro/Centro e também em parte da avenida General Olímpio Mourão Filho para a conclusão de trabalhos de recuperação das pistas, o que está previsto para ser concluído até o fim de setembro.
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A Prefeitura de Belo Horizonte ainda não sabe se irá construir um novo viaduto no trecho, o que seria necessário para desafogar o trânsito nos bairros vizinhos e garantir a implementação do BRT Move no corredor da avenida Pedro I. Os moradores do entorno, principalmente dos prédios afetados com a queda e a implosão do viaduto, prometem acionar a Justiça para impedir nova obra.
A Cowan, empreiteira responsável pela execução do viaduto, custeou a implosão e a hospedagem dos moradores em hotéis da região. Em acordo com o Ministério Público, a Consol, que projetou o viaduto, também deve assumir parte dos valores a serem devolvidos aos cofres municipais. O MP estima em R$ 10 milhões os prejuízos para o poder público, que devem ser ressarcidos pelas empresas.
O inquérito da Polícia Civil só deve ser concluído em dezembro. O documento deve confirmar erros de planejamento e execução, como a falta de aço, o dimensionamento incorreto dos blocos de concreto e a fiscalização falha para explicar a queda da estrutura, que matou duas pessoas e feriu 23 no dia 3 de junho. Nesta hipótese, funcionários da Cowan, da Consol e da Sudecap seriam responsabilizados pela tragédia. A Consol alega que seu projeto foi executado irregularmente. A Cowan justifica que apenas construiu o que estava previsto nos documentos. Já a Sudecap nega falhas na fiscalização.















