Vereador Wellington Magalhães deve ser cassado, defende comissão
Para que o parlamentar perca o cargo, 28 dos 40 legisladores de Belo Horizonte que têm direito a voto devem aprovar relatório que foi apresentado
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

A comissão processante que investiga o pedido de cassação contra o vereador de Belo Horizonte Wellington Magalhães (DC) aprovou, nesta terça-feira (19), o relatório que pede o fim do mandato do parlamentar.
Agora, o documento será enviado para análise do plenário da Câmara Municipa, que vai decidir se o político será retirado ou não do cargo. A previsão é que a votação aconteceça nesta sexta-feira (22).
Ao todo, 40 dos 41 vereadores terão direito a voto. Apenas a presidente, Nely Aquino (PRTB), não participa da votação.
O relatório escrito pelo vereador Elvis Côrtes (PHS), relator do caso, indicou que Wellington Magalhães deve perder a cadeira na Câmara Municipal por seis fatores que representam quebra de decoro parlamentar, que é quando as ações de um político afetam a imagem do Legislativo.
O texto aprovado teve o apoio do também vereador Maninho Félix (PSD), que faz parte da comissão. O presidente do grupo, vereador Preto (Dem), se absteve na votação.
O pedido de cassação do vereador Wellington Magalhães foi protocolado pelo seu colega Mateus Simões (Novo), em 28 de junho. Segundo a denúncia, o parlamentar teria quebrado o decoro, conforme o regimento interno da Câmara, nas seguintes ocasiões:
1) Ação de improbidade administrativa que investiga o recebimento de R$ 1,8 milhão em propina;
2) Uso de tornozeleira eletrônica;
3) Descumprimento de ordem judicial;
4) Uso da estrutura da Câmara em proveito próprio;
5) Ameaças ao vereador Gabriel Azevedo, à ex-chefe da Polícia Civil, Andrea Vacchiano e ao advogado Mariel Marra, autor do primeiro pedido de cassação;
6) Tráfico de influência.
Cada elemento que indica irregularidade será analisado separadamente. Para que Magalhães deixe a Câmara, é preciso que 28 parlamentares concordem com, pelo menos, um dos argumentos apresentados.
Após a leitura do documento e antes da abertura da votação, a advogada de defesa de Welington Magalhães informou que não teve acesso ao relatório. Ela foi informada pelos vereadores da mesa que o documento havia sido enviado por e-mail e também disponibilizado no site da Câmara.
Primeira tentativa
Em 2018, Magalhães enfrentou outro processo de cassação na Câmara Municipal. Na ocasião, 22 vereadores votaram pela perda do mandato e 15 se abstiveram - o que acabou livrando o acusado da cassação. Outros quatro vereadores não votaram, entre eles, o então presidente Henrique Braga (PSDB).















