O Vale do Arco-Íris

Uma região do Monte Everest é um cemitério a céu aberto de alpinistas que não conseguiram vencer o desafio

Alpinista indiano que morreu ao escalar o Monte Everest em 1996

Alpinista indiano que morreu ao escalar o Monte Everest em 1996

Maxwelljo40/Wikimedia Commons

Vale do Arco-íris é o nome dado a uma parte do Monte Everest que fica a mais de 8 mil metros de altura, próximo à linha de chegada no topo. Mas não é por causa do lindo fenômeno natural que nos brinda com sua paleta de sete cores. O nome parece inocente, mas corresponde a um cemitério a céu aberto. Sim. Um pouco macabro, né? Concordo. Mas é uma trágica e incontornável realidade.

Arco íris é relativo às jaquetas coloridas dos cadáveres que ficaram pelo caminho. Alpinistas que caíram em fendas, bateram em alguma pedra ou foram atingidas por uma; acabaram soterrados por avalanches, nevascas, ou cujo corpo sucumbiu ao esforço extremo.

Não se sabe ao certo a quantidade de corpos, estima-se em 200 cadáveres ainda não resgatados em função das dificuldades da altura, de remoção ou de localização. Muitos corpos parecem estar mumificados, conservados (dentro do possível) pelas baixíssimas temperaturas.

Para quem se aventurar na montanha mais do planeta, na divisa entre o Nepal e Tibete, esses corpos, que serão encontrados invariavelmente, são uma advertência de que, no flerte com a mortalidade humana, todo cuidado é pouco.

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