Onix RS 2026 tem cara de “mini Cruze” e resolve problemas mecânicos do passado; veja teste
Modelo ganhou novo painel digital e multimídia, manteve motorização 1.0 turbo, só que com uma nova correia banhada em óleo mais resistente para acabar com a polêmica mecânica

Depois de testar no lançamento, o R7-Autos Carros passou uma semana com o Onix RS para analisar consumo, desempenho e equipamentos. Por aqui, desde 2012, a GM já vendeu mais de 3 milhões de unidades do Chevrolet Onix, o que mostra o sucesso do modelo tanto na primeira geração, quanto na segunda geração, que chegou em 2019. Enfim, após seis anos sem mudança, o hatch recebeu atualização na linha 2026, que traz um visual de “mini Cruze, além de manter a motorização 1.0 litro turbo, só que com uma nova correia banhada em óleo mais resistente para acabar com a polêmica mecânica. O preço da versão esportiva é de R$ 130.190.

Visual e equipamentos
A atualização trouxe faróis redesenhados, grade com acabamento escurecido, novas lanternas traseiras e rodas de até 16 polegadas na versão RS, o que dá a percepção de ser o Cruze um pouco menor.

O Chevrolet Onix RS mede 4,16 metros de comprimento, 1,74 metro de largura, 1,47 metro de altura e 2,55 metros de entre-eixos, o que é bom para uma pessoa de altura mediana e, claro, embora tenha espaço para três pessoas no banco traseiro, o ideal mesmo é sempre viajar com duas pessoas, assim elas vão mais confortáveis. Já o porta-malas tem 303 litros de capacidade, o que não é muito grande, mas atende as demandas diárias das compras do mercado e duas ou até três malas para uma viagem.

Por dentro, o painel tem tela de 8 polegadas para o quadro de instrumentos e multimídia de 11 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio. O modelo conta ainda com ar-condicionado digital e carregador de celular por indução. Com essas mudanças, o Onix RS ficou com os mesmos equipamentos da S10, Spin e Tracker. Inclusive, a multimídia funciona bem sem engasgos e tem um toque parecido com smartphones. A câmera de ré tem uma boa qualidade e guias de estacionamento que fazem curvas, ajudando em manobras. Os bancos também são novos e na versão esportiva tem acabamento em vermelho nas costuras dos dianteiros e traseiro, além de um novo estofado mais macio e ter ficado mais comprido para dar mais conforto às pernas.

Ademais, faltou equipamentos de ADAS, como controle de cruzeiro adaptativo e frenagem autônoma de emergência, por exemplo.
Motor, câmbio, suspensão, correia, consumo e desempenho
O Onix RS mantém o motor 1.0 turbo três cilindros da família Ecotec CSS Prime, sem injeção direta. A potência caiu para 115,5 cv, enquanto o torque segue em 16,8 kgfm. A transmissão é automática de seis marchas. A queda da potência, que antes era de 116 cv, foi para atender o programa carro sustentável do Governo Federal e, assim, ficar mais barato.

Além disso, por conta de ajustes na transmissão automática de seis marchas pela Chevrolet não há mais atrasos nas respostas no câmbio, o que melhora arrancadas e retomadas, assim como não tem mais aqueles trancos ao estacionar utilizando o parking do câmbio ou a ré.

A suspensão continua com acerto firme para as vias brasileiras, enquanto a direção elétrica recebeu recalibração, mas a dinâmica na condução continua como o anterior. O modelo também ganhou 18 mm a mais de altura em relação ao solo, reduzindo o risco de toques no para-choque dianteiro, como no Onix lançado em 2019, que raspava bastante nas valetas ou em guias rebaixadas.

Em relação ao consumo, o hatch faz com gasolina, o hatch registra 13,7 km/l na cidade e 17,7 km/l na estrada. Já com etanol, os números são de 9,8 km/l em ciclo urbano e 12,8 km/l em rodoviário.

Além das mudanças estéticas, o novo Chevrolet Onix RS, bem como todas as outras versões, recebeu nova correia banhada a óleo, que substitui a anterior e combina características de correia dentada a seco e corrente de comando. De acordo com a Chevrolet, a mudança busca reduzir atrito, ruído e emissões, além de ampliar a durabilidade frente ao uso de lubrificantes fora das especificações. O intervalo de troca segue em 240 mil quilômetros. Lembrando, a Chevrolet que o proprietário do veículo utilize apenas o óleo sintético 0W-20 com especificação Dexos1 Gen 2, conforme indicado no manual.
Vale a pena?
O mercado de hatch brasileiro é bem disputado. O Volkswagen Polo lidera esse ranking com mais de 70 mil unidades vendidas no ano, seguido pelo Fiat Argo com 54 mil unidades e do Hyundai HB20 com 42 mil unidades, esse último empatado com Onix.

O Polo Highline sai por R$ 131,6 mil, o que é mil reais a mais. Já o Fiat Argo é mais barato na versão topo de linha Trekking, mas é o único dessa lista sem motor turbo, custando R$ 107,9. Por fim, o Hyundai HB20 Platinum sai por R$ 130,5 mil, ligeiramente mais caro.

Com todo esse panorama, a escolha pelo Chevrolet Onix RS é para quem quer ter um visual esportivo, aliado com conectividade, o que não acontece nos rivais, que não têm um acabamento esportivo. Agora, se quer uma mecânica mais robusta, Volkswagen e Hyundai saem na frente. Por fim, quem busca por mais espaço e uma mecânica longe dos três cilindros turbo, a opção é o Argo.
O ONIX HATCH NAIS CARO É O RS com motor turbo 1.0 de 115cv sem injeção direta (Tracker e Montana tem). VEJA O VÍDEO!
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