Lula vai ao Piauí para mobilizar base e reforçar chapa
Petista fará entregas do governo e um ato de campanha com Rafael Fonteles e candidatos do estado. São esperadas 30 mil pessoas
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O presidente Lula (PT) desembarca em Teresina (PI) nesta quarta-feira (9) com uma missão diferente de outros estados percorridos até agora pela campanha. No Piauí, onde tem uma base eleitoral historicamente forte, a estratégia é mobilizar o eleitorado para transformar a vantagem nas pesquisas em votos e usar a força do presidente para impulsionar a chapa estadual.
Em 2022, Lula recebeu mais de 76% dos votos válidos no segundo turno no Piauí, um de seus melhores resultados no país. No mesmo ano, Rafael Fonteles (PT) foi eleito governador ainda no primeiro turno, com mais de 56% dos votos. Agora, a campanha quer levar essa força às urnas novamente. O Piauí tem 2,7 milhões de eleitores aptos a votar em 2026, segundo a Justiça Eleitoral.
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Antes de subir ao palanque, Lula terá uma agenda presidencial voltada a investimentos federais no estado. Ao Blog, o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, disse que o presidente fará uma visita técnica às obras de duplicação da BR-316, no trecho entre Teresina e Altos, e acompanhará investimentos na expansão do VLT da capital.
A combinação é estratégica para a campanha: apresentar obras e investimentos durante a agenda oficial e, depois, levar o discurso das entregas para o ato eleitoral.
À noite, Lula participa de um grande evento de campanha ao lado do governador Rafael Fonteles e dos candidatos ao Senado Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD), além de candidatos a deputado e lideranças da coligação. A expectativa é que 30 mil pessoas participem do ato.
Segundo Wellington Dias, a mobilização envolve partidos e organizações da sociedade civil espalhadas pelos 224 municípios piauienses. “O povo do Piauí é muito grato ao presidente Lula”, afirmou o ministro.
A força de Lula também deve ser usada para reforçar a unidade da chapa local. A campanha pretende reunir no mesmo palanque candidatos majoritários e proporcionais e transformar o ato em uma demonstração de mobilização nesta reta final antes do primeiro turno.
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