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Pacote de retaliação ao governo foi articulado entre Motta e oposição

Os bastidores da aprovação, a toque de caixa e de última hora antes do recesso parlamentar, dos projetos em retaliação direta ao Planalto. Pautas governistas devem enfrentar mais dificuldades para avançar no segundo semestre

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante sessão plenária EDUARDO F. S LIMA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 15.07.2025

Derrotado pelo Planalto com os vetos de Lula ao projeto que aumenta o número de deputados e com a decisão do STF que restabeleceu os principais pontos do decreto de aumento do IOF, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), retornou ao seu gabinete, logo após a visita ao plenário do Senado, presidido por Davi Alcolumbre (União-AP), cabisbaixo, mas convicto de que seria o momento de dar recados claros a Lula.

Um deles é o de que o governo não terá vida fácil no segundo semestre na relação com o Legislativo.

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A sessão no plenário da Câmara dos Deputados já estava praticamente encerrada quando Motta decidiu ressuscitar as votações e chamou para reunião deputados de oposição, como Sóstenes Cavalcante (PL), Marcel Van Hatten (Novo) e Zucco (PL).

Na mesa, apresentou a proposta: era o momento de votar as pautas contrárias ao governo, mas a votação deveria ir “longe”. Todos concordaram. A sessão se estendeu até quase quatro horas da manhã e, segundo relatos, “Hugo Motta não levantou da cadeira (de presidente) nem para ir ao banheiro”.

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Uma das pautas aprovadas pelos deputados é o projeto defendido por Alcolumbre que flexibiliza o licenciamento ambiental no país, chamado de “PL da Devastação” por ambientalistas.

A medida facilita a liberação, por exemplo, da exploração de petróleo na Margem Equatorial, que vai do Rio Grande do Norte ao Amapá - estado do presidente do Senado - e irá beneficiar financeiramente a região.

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Outro projeto aprovado é o que permite o uso do Fundo Social, abastecido com recursos do Pré-Sal, em até R$ 30 bilhões para o agro. Até então, o Fundo Social, era usado pelo governo como fonte alternativa para financiar projetos sociais e de combate à pobreza em meio aos cortes de gastos para o cumprimento da meta fiscal. Este foi chamado de “pauta bomba” pela base governista.

A sessão acabou e os parlamentares seguiram para o recesso parlamentar informal - já que não teriam direito a “férias” por não apreciarem a Lei de Diretrizes Orçamentárias até 17 de julho.

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O recado das votações na Câmara, que tiveram apoio do presidente do Congresso, foi de que a relação entre Executivo e Legislativo continua - e continuará - tensionada. Lula não terá vida fácil no segundo semestre, nem no período pré-eleitoral.

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