Clima de ‘já ganhou’ e disputa por cargos incomodam campanha de Flávio
Cúpula quer rua e corpo a corpo até o fim do 2º turno para frear ‘salto alto’
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O tom nos bastidores da campanha de Flávio Bolsonaro é de otimismo e também de incômodo. Duas questões alimentam o mal-estar entre a cúpula e aliados políticos: o clima antecipado de “já ganhou” e a disputa por espaços no futuro governo.
O principal incômodo está na disputa pela área econômica de um eventual governo. Chamaram atenção nos bastidores os movimentos feitos por Marcelo Kayath, ex-diretor do Credit Suisse e organizador do jantar de aproximação com integrantes do mercado financeiro.
A informação, no momento, segundo fontes, é de que ele não deve ser convidado para o cargo. As recentes entrevistas não pegaram bem, mesmo sem nenhuma declaração que tenha causado ruído. A postura mais discreta e silenciosa de aliados como o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, coloca o economista à frente na preferência de Flávio Bolsonaro.
Um nome que já é dado como certo no primeiro escalão é o de Daniella Marques. A ex-presidente da Caixa deve comandar um superministério, que abrigará também a área social, com foco na geração de oportunidades e na prosperidade das famílias.
Para frear a disputa por cargos e afastar o “já ganhou”, a ordem na cúpula é colocar a campanha intensamente na rua.
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Veja a agenda de campanha de Flávio:
Terça-feira (13): São Paulo, com três eventos e a formalização do apoio da maior parte do MDB;
Quarta-feira (14): Porto Alegre, em grande evento ao lado do governador reeleito de Santa Catarina, Jorginho Mello, e dos governadores eleitos Luciano Zucco, do Rio Grande do Sul, e Sergio Moro, do Paraná;
Quinta-feira (15): Manaus, durante o dia, e Belém, à noite;
Sexta-feira (16): Rio de Janeiro;
Sábado (17): Salvador;
Domingo (18): São Paulo, bloco de rua com o governador Tarcísio de Freitas, o prefeito Ricardo Nunes e o deputado Nikolas Ferreira.
Campanha nas ruas
A avaliação do comando da campanha é ir para o corpo a corpo e evitar declarações polêmicas. Internamente, busca-se um freio em assuntos que possam causar desgaste.
Flávio Bolsonaro tem saído em defesa de propostas e afirmado que não pretende acabar com programas sociais. E não deve terceirizar as falas sobre temas delicados, como o fim da escala 6x1, que pode ser votada pelo Senado.
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