Reunião entre Flávio, Tarcísio e Nikolas selou decisão de não reconhecer resultado da eleição
Três dos principais nomes da direita e aliados decidiram de forma unânime não reconhecer a vitória de Lula; entenda os bastidores
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A decisão de não reconhecer a vitória de Lula na eleição deste domingo (25) foi tomada em uma reunião entre o candidato Flávio Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o deputado Nikolas Ferreira.
O encontro também teve os governadores eleitos Luciano Zucco (Rio Grande do Sul) e Marcos Rogério (Rondônia), o senador Rogério Marinho e outros aliados. O grupo foi unânime ao optar pelo contestamento do pleito, que terminou com a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro por mais de 4 milhões de votos.
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A conversa ocorreu momentos antes da declaração pública de Flávio Bolsonaro, que anunciou que recorrerá à Justiça para pedir a anulação do resultado. A principal contestação da equipe foi a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar por duas horas o funcionamento de seções eleitorais.
As queixas internas da campanha do PL, contudo, vão além do episódio. A própria cúpula já admite reservadamente que a medida judicial servirá mais para “marcar posição”, dado que um processo dessa natureza tem poucas chances de prosperar no Judiciário.
Fontes relataram que o clima no QG era de forte abalo e incredulidade com o resultado das urnas. Tarcísio e, especialmente, Nikolas Ferreira demonstraram grande impacto emocional. Em conversa com aliados, Nikolas manifestou preocupação com o cenário político e com as quatro indicações que o presidente Lula poderá fazer ao STF ao longo do mandato.
O desafio imediato do grupo é reorganizar a oposição e definir quem assumirá sua liderança. Flávio Bolsonaro, que somou 59.826.041 votos (48,21% dos votos válidos), afirmou que não pretende “desistir do Brasil”.
Embora existam aliados que defendam a saída temporária do candidato derrotado do país, outros consideram a ideia descabida diante da expressiva votação alcançada nas urnas.
Outro entrave apontado por interlocutores é a manutenção da unidade entre as principais lideranças de direita para estruturar uma oposição consistente e firme no Congresso Nacional.
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