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Medidas para conter efeitos da pandemia saem segunda ou terça

Ministério da Economia preparou a reedição de duas MPs para conter efeitos da pandemia no mercado de trabalho

Blog do Nolasco|Thiago Nolasco, da Record TV

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Carteira de trabalho
Carteira de trabalho

O governo federal vai reeditar no início da próxima semana duas Medidas Provisórias (MP 927 e MP 936) que foram utilizadas para contar os efeitos da pandemia no mercado de trabalho no ano passado. As MPs já estão prontas, assinadas pelo Ministro Paulo Guedes e foram enviadas pelo Ministério da Economia ao Palácio do Planalto. A previsão é de que as medidas sejam publicadas na "segunda ou mais tardar terça-feira saem as duas", garante alta fonte com acesso às negociações.

Por se tratarem de Medidas Provisórias, as regras terão efeitos imediatos. O governo aguardava apenas a aprovação do Orçamento para renovar as regras que ajudaram a combater os efeitos da pandemia no ano passado. 

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Vão ser duas medidas separadas explicou um dos envolvidos na elaboração das medidas que serão publicadas junto, "optamos por mandar em conjunto para não ter problema".

Uma delas, a MP 927, vai permitir que empresas antecipem férias de trabalhadores individuais e coletivas, façam mudanças no regime de trabalho home office e teletrabalho, adiem o recolhimento por 4 meses do recolhimento do FGTS - Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e ainda cria um regime especial de Banco de Horas - com período de compensação de até 18 meses, hoje o período de compensação é de 6 no máximo.

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Outra medida que será reeditada é o Benefício Emergencial (Bem), o programa foi criado no ano passado pela MP 936 e será recriado de forma semelhante. A expectativa que este ano, o programa custe em torno de 10 bilhões de reais aos cofres públicos. A despesa está fora do teto de gastos, graças as mudanças feitas no Orçamento.

O programa vai possibilitar, a suspensão de contratos de trabalho e redução proporcional de salário e jornada. Caso as empresas adotem as Medidas Emergenciais, o Governo vai compensar parte da perda de remuneração dos trabalhadores. A previsão é de que os percentuais de redução de salários e jornada, sejam mantidos em 25%, 50% ou 70% e a suspensão do contrato.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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