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Trump diz a Zelensky que vai acabar com a guerra

O ex-presidente, crítico da ajuda dos EUA, vangloriou-se de ter relacionamento ‘muito bom’ com presidentes da Ucrânia e Rússia

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Trump Zelensky
Republicano encontrou presidente da Ucrânia em Nova York Reprodução/Instagram/realdonaldtrump

Donald Trump, candidato republicano à Casa Branca, disse nesta sexta-feira (27), ao lado do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que “eu acho que vamos resolver isso [guerra] muito rápido”.

Trump afirmou também que tem um relacionamento “muito bom” com Zelensky, mas que também tem um “relacionamento muito bom, como você sabe, com o presidente [da Rússia, Vladimir] Putin”.

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Zelensky aproveitou a viagem aos Estados Unidos para participar da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) e reforçar o pedido de mais apoio militar americano, evitando que o sucessor de Joe Biden reduza ou corte o financiamento da máquina de guerra ucraniana. Os Estados Unidos são os principais apoiadores de Kiev.

O ex-presidente Donald Trump é crítico do valor gasto pelos americanos na guerra e defende um acordo, mesmo que seja necessário que os ucranianos cedam parte do território.

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Na conversa com Trump, Volodymyr Zelensky apresentou um plano de vitória. Zelensky quer que os países aliados autorizem o uso de armas de longo alcance no território russo.

O encontro entre os dois líderes foi realizado na manhã desta sexta-feira em Nova York.

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O presidente ucraniano esteve na Casa Branca na quinta-feira (26). Ele pediu mais apoio ao presidente dos EUA, Joe Biden, e também conversou com a vice-presidente e candidata democrata, Kamala Harris.

Kamala marcou posição totalmente contrária à de Trump e em apoio à Ucrânia. A vice-presidente e candidata democrata afirmou que “há alguns no meu país que, em vez disso, forçariam a Ucrânia a abrir mão de grandes partes de seu território soberano, que exigiriam que a Ucrânia aceitasse a neutralidade e renunciasse às relações de segurança com outras nações”.

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Biden ordenou um aumento da assistência à Ucrânia e orientou o Pentágono a repassar todo o dinheiro restante já aprovado pelo Congresso americano antes de deixar o cargo em janeiro. A tentativa é fortalecer Kiev antes que o novo presidente americano assuma o cargo.

Biden disse: “Isso fortalecerá a posição da Ucrânia em negociações futuras”. O presidente americano também afirmou que os aliados “precisam apoiar a Ucrânia em seu caminho para entrar na União Europeia e na Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte]”.

Biden também anunciou, antes do encontro, que estava aprovando novas armas, mísseis Patriot e treinamento para pilotos de caça. No entanto, o presidente dos Estados Unidos não falou publicamente sobre conceder a Zelensky a permissão para disparar armas de longo alcance em território russo.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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