Christina Lemos Bolsa russa segue fechada. Escalada do preço do petróleo pressiona inflação

Bolsa russa segue fechada. Escalada do preço do petróleo pressiona inflação

Sanções causam bloqueio de negócios na Rússia pelo terceiro dia. Guerra financeira contra Moscou vive momento crítico

Impacto da guerra financeira contra a Rússia é sentido muito além de Moscou

Impacto da guerra financeira contra a Rússia é sentido muito além de Moscou

Yuri Kochetkov/EFE/EPA - 01.07.2021

No dia em que o confronto bélico no Leste Europeu completa uma semana, os reflexos da guerra financeira contra a Rússia se intensificam no mundo, com impactos sobre várias economias do mundo, muito além de Moscou. A Bolsa de Valores russa completa três dias fechada, por determinação do Banco Central do país. A medida de precaução é adotada todas as vezes em que forte instabilidade econômica pode ocasionar um ambiente de histeria entre investidores, provocando a quebra de empresas e ataques especulativos contra a moeda.

O principal efeito global do contexto de guerra é a alta descontrolada dos preços do petróleo e do gás natural. O barril do petróleo brand venceu a barreira dos US$ 100, e o gás natural teve alta de mais de 4%. A situação pressiona os preços, em cascata, e chegará rapidamente aos alimentos e outros produtos, impulsionando a inflação em escala mundial.

A dependência energética de nações ocidentais do petróleo e do gás russos tensiona o ambiente e entrega a Putin um trunfo inegável. Na Europa, a Alemanha está entre os mais dependentes: 55% do gás natural consumido pelo país vem da Rússia. Também entre vizinhos do Kremlin a situação é profundamente preocupante. A Polônia, o principal destino dos refugiados ucranianos, importa da Rússia 60% do gás que consome.

A insegurança energética tornou-se a principal razão para a ponderação diplomática em torno das declarações oficiais e estabeleceu um freio determinante na resposta bélica dos aliados ucranianos no conflito.

No campo financeiro, a reação da Rússia incluiu o bloqueio da saída de moeda estrangeira do país, determinada por Putin por decreto nesta terça (2), e a retirada do principal banco russo da Europa. A suspensão das operações do Sberbank nos países europeus, com exceção de unidades sediadas na Suíça, é uma iniciativa sem precedentes no mercado financeiro, como resposta a sanções internacionais.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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