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Bolsonaro leva escândalo do "petrolão" à ONU e faz acusação indireta

Presidente inclui tema no discurso à comunidade internacional e menciona desvios de US$ 170 bilhões na estatal como "o Brasil do passado"

Christina Lemos|Do R7

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Bolsonaro na ONU: menção ao "petrolão" em discurso oficial surpreendeu campanha adversária.
Bolsonaro na ONU: menção ao "petrolão" em discurso oficial surpreendeu campanha adversária.

Em seu discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro incluiu a menção a desvios de recursos na Petrobrás, do chamado “escândalo do petrolão”, apurado pela operação Lava Jato. O tema vem sendo mencionado por Bolsonaro nos últimos três dias em entrevistas e declarações a apoiadores, na viagem internacional iniciada no domingo e que incluiu Londres e Nova York.

A menção em discurso oficial do presidente brasileiro dirigido à comunidade internacional surpreendeu adversários petistas, que avaliam resposta. A área de política externa da campanha do candidato Lula da Silva é coordenada pelo ex-chanceler Celso Amorim.


“No meu governo, extirpamos a corrupção sistêmica que existia no país”, declarou Bolsonaro, para quem, a má gestão, o loteamento político e “desvios” teriam levado a um endividamento que “chegou à casa dos US$ 170 bilhões”. “O responsável por isso foi condenado em três instâncias por unanimidade” - declarou, em referência indireta ao ex-presidente Lula, seu adversário na disputa eleitoral.

Em reforço à afirmação, Bolsonaro mencionou o que seria “o Brasil do passado”. “Delatores devolveram US$ 1 bilhão e pagamos para a bolsa americana outro bilhão por perdas de seus acionistas”, concluiu.


Outros temas da pauta eleitoral perpassaram o pronunciamento do presidente, que concorre à reeleição pelo PL: a defesa das ações do governo brasileiro no combate à Covid-19, o pagamento do Auxílio Brasil, a redução do preço dos combustíveis, a defesa do agronegócio e da política ambiental de seu governo.

Na política externa, Bolsonaro evitou menções diretas ao líder russo Vladmir Putin, e defendeu a “manutenção de todos os canais de diálogo entre as partes”, para a solução do conflito entre Rússia e Ucrânia.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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