Expectativa é de confronto em sessão do STF sobre isenção de Moro
Ministro Gilmar Mendes confirma promessa e pauta julgamento que contradiz decisão monocrática do colega, Edson Fachin. Na prática, sentença extinguia ação contra Moro por "perda de objeto"
Christina Lemos|Do R7
O clima é tenso no STF neste momento entre os ministros que acompanham com apreensão a decisão do colega, Gilmar Mendes, que pautou para esta tarde o julgamento, da ação que questiona a isenção do ex-juiz Sérgio Moro na condução de investigações envolvendo o ex-presidente Lula. A atitude é na prática uma contestação a Edson Fachin, que nesta segunda-feira extinguiu a ação, juntamente com outras 13, por "perda de objeto", após a anulação das condenações do ex-presidente em três casos julgados por Moro. A expectativa é de confronto entre os magistrados.

O ex-presidente Lula, que havia previsto uma entrevista coletiva no início desta tarde para comentar a decisão de Edson Fachin, adiou para amanhã a conversa com os jornalistas, na expctativa do resultado da sessão que julgará a impacialidade de Sérgio Moro.
O Congresso também acompanha com atenção os desdobramentos da divergência interna na cúpula do Judiciário que pode ser decisiva para o destino do magistrado da Lava Jata, e também para parte dos investigados e condenados por ele. O presidente da Câmara, que estava reunido com líderes em sua residência oficial, deixou o encontro logo que a informação sobre a pauta do STF se tornou pública e o remarcou a reunião com líderes para a tarde de hoje. Lira foi um dos primeiros a registrar publicamente que não aceitaria uma decisão de Fachin que livrasse Moro de julgamento. "Minha maior deuvida é se a decisão monocrática [de Fachin] foi para absolver Lula ou Moro. Lula pode até merecer. Moro, jamais!", publicou o presidente da Câmara em rede social.















