Christina Lemos Novo ministro do Meio Ambiente enfrenta cobranças

Novo ministro do Meio Ambiente enfrenta cobranças

Troca no ministério, vista com descrença por ambientalistas, também gera cobranças entre investidores internacionais. Debate envolve bloqueio de quase R$ 3 bi do Fundo da Amazônia

Joaquim Álvaro Pereira Leite

Joaquim Álvaro Pereira Leite

Divulgação

A troca de Ricardo Salles por Joaquim Leite no Ministério do Meio Ambiente, que, no primeiro momento pareceu atender a demandas de setores do senado e das relações internacionais, está sendo vista com ceticismo por descontentes e como sinal de manutenção a política ambiental instituída pelo antecessor. Ambientalistas definem o novo ministro como “ruralista-raiz”, e estão descrentes quanto às possibilidades de mudança de rumos. Investidores cobram “iniciativas e resultados palpáveis” na política de preservação de florestas.

Entre os desafios propostos por estes setores estão pontos que confrontam posições do Planalto, como a liberação de R% 2,9 bilhões retidos no Fundo da Amazônia. O acesso aos recursos, no entanto, implica reatar com os comitês gestores, com os quais o governo federal rompeu. A injeção da verba seria imediata, com potencial de reverter resultados no desmatamento e também nas relações internacionais. Para isso seria preciso restabelecer as conversações com Noruega e Alemanha, rompidas por Salles.

Outras demandas do setor ao novo ministro incluem: a retomada do plano de controle do desmatamento, revogado por Salles, a recomposição do Conselho Nacional de Meio Ambiente e a reconstituição das metas do Brasil no Acordo de Paris, que foram rebaixadas em 2020. Joaquim Leite ainda não se posicionou publicamente sobre nenhum destes temas.

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