Pico da Covid-19 será em julho, diz epidemiologista

Wanderson Oliveira, ex-secretário de Vigilância em Saúde, sustenta que  circulação do coronavírus está só no início e que as próximas 6 semanas serão decisivas

Para Wanderson de Oliveira, "é hora de Digite a legenda da foto aqui

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Frederico Brasil / Estadão Conteúdo / 25.03.2020

O ex-secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, afirmou nesta quinta-feira, com base em dados da Organização Mundial de Saúde, que, diante da forte influência da sazonalidade das doenças respiratórias nos países do hemisfério Sul, o maior número de mortes provocadas pela epidemia de Covid-19 deve ocorrer dentro de um mês e meio. “A onda de óbitos deve ocorrer após a segunda quinzena de julho”, declarou, durante chat on line com especialistas e jornalistas.

“Nesta data, 28 de maio, estamos na semana epidemiológica 22. Ou seja, ainda estamos vivenciando a fase inicial de maior circulação”, diz Oliveira, que considera um “verdadeiro equívoco” comparações feitas entre o Brasil e países do hemisfério Norte. “Reitero: Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai e Brasil (RS, SC, PR, SP e MG) ainda não entraram de cabeça nessa onda”. O epidemiologista afirma que vê “com ceticismo qualquer análise comparativa de que aqui ou acolá está melhor”.

Reprodução

Oliveira utiliza gráfico da OMS para apontar a situação da epidemia no Brasil hoje em comparação com países semelhantes quanto à sazonalidade das doenças respiratórias. Para o especialista, as medidas de isolamento adotadas no Brasil podem ter retardado um pouco o pico da curva epidemiológica. E faz um alerta: “é tempo de ficar em casa e usar máscaras. Vamos ficar de olho nas próximas 6 semana. Elas vão nos dar a real dimensão do impacto das medidas.”