Comer fora de casa já custa mais de R$ 600 por mês, aponta Índice Prato Feito
A refeição subiu 1,67% entre janeiro e março, passando de R$ 29,77 para R$ 30,27, em média

Almoçar fora ficou mais caro no primeiro trimestre deste ano. Segundo levantamento da Faculdade do Comércio de São Paulo (FAC-SP), o tradicional “prato feito” subiu 1,67% entre janeiro e março, passando de R$ 29,77 para R$ 30,27, em média.
Com isso, o trabalhador que almoça fora cinco vezes por semana, por exemplo, já desembolsa cerca de R$ 605 por mês — um aumento de R$ 10.
O que representa um maior impacto da alimentação fora de casa no orçamento do brasileiro.
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O dado faz parte do novo Índice Prato Feito (IPF), criado pela FAC-SP, ligada à Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com abrangência nacional.
“O preço da refeição não depende só dos ingredientes. Ele reflete custos como mão de obra, energia, aluguel, transporte, embalagens, tributos e logística”, explica o economista Rodrigo Simões Galvão, responsável técnico pelo índice.
Segundo ele, mesmo quando há alívio pontual no preço de alimentos, o consumidor não sente esse efeito no prato. “Os demais custos mantêm a pressão sobre o valor final”, afirma.
O novo indicador mede o custo da alimentação fora do lar. O levantamento de março considerou preços coletados em 359 estabelecimentos e revela que a conta vai além dos alimentos.
Segundo a FAC-SP, o IPF não substitui o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial de inflação, medido pelo IBGE, mas funciona como um termômetro da vida cotidiana, focando em quem depende de refeições fora de casa.
Os dados do IBGE reforçam a tendência: a inflação da alimentação fora do domicílio segue em linha com os números captados pelo novo índice.
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