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Ministro da Defesa do Chile afirma: ‘Da perspectiva do Chile, não somos o quintal de nenhum país’

Fernando Barros comentou propostas apresentadas pelos Estados Unidos durante reunião de ministros da Defesa da América Latina

Diplomacia e Embaixadas|Fabiana CeyhanOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro da Defesa do Chile, Fernando Barros, afirmou que o Chile não é o quintal de nenhum país, em resposta às propostas dos EUA sobre cooperação regional em segurança e defesa.
  • As propostas dos EUA incluem aumento de investimentos em defesa e combate ao narcotráfico, além de sugerir a saída dos países da região da Corte Penal Internacional.
  • Barros destacou que o Chile avaliará sua participação no programa dos EUA, com uma resposta formal esperada para novembro.
  • O combate ao narcotráfico e a cooperação em inteligência, informação e tecnologia foram temas discutidos, com o Chile considerando sua própria realidade e prioridades.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministro Fernando Barros discute cooperação regional e combate ao narcotráfico Divulgação

O ministro da Defesa do Chile, Fernando Barros, comentou as declarações do secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, durante entrevista ao canal chileno 24 Horas.

A manifestação ocorreu após um encontro de ministros da Defesa da América Latina realizado no Panamá, no qual Hegseth apresentou propostas relacionadas à cooperação regional em segurança, ao aumento dos investimentos em defesa e ao combate ao narcotráfico. Também houve defesa da saída dos países da região da Corte Penal Internacional (CPI).


Questionado sobre a referência feita por autoridades norte-americanas à Doutrina Monroe e sobre seus possíveis efeitos na relação dos Estados Unidos com os países latino-americanos, Barros afirmou:

“Desde el punto de vista de Chile, nosotros no somos el patio trasero de ningún país. Somos un país muy orgulloso de nuestra realidad.”


Participação do Chile

Barros afirmou que o Chile ainda avaliaria sua participação no programa apresentado por Washington. Segundo as informações divulgadas após a entrevista, uma resposta formal sobre o grau de participação chilena deverá ser apresentada em novembro.

O ministro também mencionou áreas de possível cooperação com os Estados Unidos, entre elas inteligência, informação e tecnologia.


Sobre a proposta de ampliação dos gastos militares, Barros afirmou que cada país deve considerar sua própria realidade, suas necessidades, capacidades e prioridades para definir os investimentos em defesa.

Combate ao narcotráfico

O combate ao narcotráfico esteve entre os assuntos discutidos no encontro regional. A reunião fazia parte das iniciativas de cooperação relacionadas ao Escudo das Américas, que reúne países interessados em ações conjuntas contra organizações criminosas e o tráfico de drogas.


Barros explicou que, no caso chileno, as questões relacionadas à segurança e ao combate ao crime são tratadas dentro das estruturas e das normas do próprio país.

A participação chilena nas iniciativas apresentadas pelos Estados Unidos deverá ser analisada nos próximos meses. O governo também deverá avaliar quais áreas de cooperação serão consideradas de interesse para o país.

A declaração de Fernando Barros ocorreu em meio às discussões sobre o papel dos Estados Unidos na segurança regional, os investimentos em defesa, a cooperação contra o narcotráfico e a proposta de ampliação da atuação conjunta entre os países do continente.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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