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Quais são os riscos do síndico pagar para funcionário do prédio trabalhar depois do expediente

Dependendo da situação, pode gerar horas extras e outros reflexos trabalhistas para o condomínio

Dr. Piterson Gomes|Dr. Piterson GomesOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Solicitar trabalho extra ao funcionário pode resultar em cobranças de horas extras e outros direitos trabalhistas.
  • Pagamentos informais "por fora" não são recomendados e podem causar problemas legais para o condomínio.
  • É essencial formalizar a jornada extra, seguindo regras de horas extras, descanso e convenções coletivas.
  • A economia imediata pode se transformar em futuras reclamações trabalhistas contra o condomínio.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Imagine o zelador terminar o expediente e a síndica pedir: “Preciso que você faça mais esse serviço. Depois eu te pago por fora”. Parece uma solução simples, rápida e até econômica. Só que esse acordo pode criar um belo problema para o condomínio.

Se o funcionário continua realizando atividades relacionadas ao condomínio depois de sua jornada, esse período pode ser considerado tempo de trabalho. E, dependendo das circunstâncias, podem surgir cobranças de horas extras, adicionais e reflexos em férias + 1/3, 13º salário, FGTS e outras verbas.

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E não adianta simplesmente dizer: “Mas fui eu quem pagou do meu bolso”. Se o trabalho foi realizado em benefício do condomínio e por determinação ou com conhecimento de quem o representa, a discussão trabalhista pode acabar chegando justamente ao condomínio.

Outro problema é o pagamento “por fora”. Valores habituais relacionados ao trabalho não devem ser tratados informalmente para tentar escapar dos registros e encargos correspondentes.

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O caminho correto é simples: precisa que o zelador realize trabalho extraordinário? Organize formalmente a jornada, observe as regras de horas extras, descanso, controle de ponto, convenção coletiva aplicável e faça o pagamento pela folha quando devido.

Síndico não deve criar uma relação paralela com funcionário do condomínio. Aquela economia de hoje pode se transformar em uma reclamação trabalhista amanhã.

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Não faça isso. Funcionário pode trabalhar além da jornada quando a legislação e as regras aplicáveis permitirem — mas tudo deve ser registrado e pago corretamente.

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