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Muito além do salário: trabalhador brasileiro quer benefícios para decidir onde trabalhar

É hora de empresas e gestores reavaliarem seu papel no bem-estar dos times, mas não só dentro dos muros da empresa

Espaço Prisma|Lucas Fernandes*

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A escolha do trabalho vai além do salário, com benefícios se tornando essenciais na decisão dos trabalhadores.
  • Pesquisa mostra que 45,8% recusaram ofertas de emprego por conta dos benefícios oferecidos.
  • Plano de saúde é a prioridade para 59,6% dos entrevistados, seguido por programas de saúde mental.
  • Investir em pacotes de benefícios robustos e alinhados às necessidades dos colaboradores é crucial para atrair e reter talentos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Salário já não é mais o suficiente para manter talentos dentro da empresa, é preciso ter um plano de benefícios Inteligência Artificial/Freepik - 14.08.2025

A escolha por uma nova oportunidade de trabalho passa pelo salário oferecido. Não há dúvidas da importância deste item na vida de qualquer trabalhador. Mas durante muito tempo, as discussões rodeavam em torno deste tema e o salário era o principal, senão único, fator de decisão na hora de aceitar uma proposta de trabalho. Essa realidade, entretanto, evolui assim como o mercado. E rapidamente.

Hoje, o trabalho dos profissionais de Recursos Humanos já é pautado por dados. E pesquisas no Brasil já confirmam o que muitos profissionais de RH percebem no dia a dia: o trabalhador brasileiro quer mais do que um salário e os talentos não se conquistam apenas com um contracheque atraente.


Recentemente, realizamos uma pesquisa em parceria com a Opinion Box e descobrimos que 45,8% dos profissionais já recusaram uma oferta de emprego ou pediram demissão de seu trabalho atual por conta dos benefícios oferecidos.

Isso mostra que o pacote de remuneração total, que inclui, além do salário, planos de saúde, vale-alimentação, participação nos lucros, entre outros, se tornou um fator estratégico na relação entre empresas e profissionais.


Esse levantamento ouviu mais de mil pessoas em todos os estados do Brasil, que é um país continental e de muitas realidades diferentes. A pesquisa também revela que 63,3% dos trabalhadores atualmente empregados já contam com algum tipo de benefício. Mas mais do que oferecer o que quer, o profissional de RH precisa saber o que o trabalhador espera.

Quando os entrevistados foram perguntados sobre o que realmente faz a diferença em seu bem-estar, o plano de saúde aparece como prioridade para 59,6% dos respondentes.


Programas de saúde mental, como o custeio de terapias ou aplicativos com esse fim, já foram destacados por quase um quinto das pessoas (17,7%).

Também estamos diante de benefícios que ganharam força nos últimos anos, como o auxílio home-office para contas de energia e itens de escritório, que 13,7% da pesquisa enaltece — lembrando que nem todos os respondentes possuem essa política de trabalho flexível.


E se ainda há preocupação com a piora da produtividade decorrente do trabalho remoto, estudos apontam que não é bem assim. Um artigo publicado no site da Fundação Getúlio Vargas mostra que, em 2022, cerca de 30% das empresas notaram aumento da produtividade de seus colaboradores e 10,2% avaliam que houve perda.

Esses dados não apenas reforçam a importância dos benefícios, mas apontam para uma mudança de mentalidade. Qualidade de vida, segurança e equilíbrio não são desejos facultativos. São vistos como parte integrante da proposta de valor de uma empresa. E quem não enxergar isso pode ter dificuldades não apenas para atrair, mas também para reter talentos.

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Em um mercado cada vez mais competitivo, alguns setores estão enfrentando dificuldades para encontrar mão de obra qualificada, atualizada e disponível para contratação imediata.

A demanda por profissionais potencialmente aderentes às necessidades da empresa supera a oferta existente, então investir em um pacote de benefícios robusto, flexível e alinhado às reais necessidades dos colaboradores deixou de ser um diferencial, e se tornou uma exigência básica para competir pelos bons talentos.

É hora de empresas e gestores reavaliarem seu papel no bem-estar dos times, mas não só dentro dos muros da empresa.

*Lucas Fernandes: Atuou por quase 10 anos em RH e gestão de pessoas. É bacharel em Psicologia e possui MBA em Gestão de Negócios.

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