Após fortes críticas, Meta suspende ferramenta de IA que usava fotos do Instagram
Decisão vem após pressão de usuários e agências de talentos, reafirmando a importância do consentimento nas redes sociais
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Se você leu o nosso último post, lembra do alerta urgente que fizemos sobre o Muse Image, a nova ferramenta de inteligência artificial da Meta que estava usando fotos de perfis públicos do Instagram como base para criar imagens geradas por IA. A boa notícia é que a mobilização deu certo e a Meta voltou atrás!
Na última sexta-feira, a Meta anunciou oficialmente a desativação do recurso, poucos dias após seu lançamento. A decisão ocorreu após uma avalanche de críticas sobre a política da empresa — que obrigava o usuário a ir ativamente às configurações para impedir o uso de sua imagem, em vez de pedir permissão prévia.
O comunicado oficial da Meta
Diante do risco de processos por direitos autorais e da péssima repercussão pública, a Meta publicou uma atualização oficial recuando da decisão. Veja o que a empresa declarou:
Atualização em 10 de julho de 2026 às 15h45 (PT): No início desta semana, anunciamos que uma das maneiras de as pessoas gerarem imagens na Meta AI é mencionando com @ contas públicas do Instagram que desejam referenciar. Nossa intenção era fornecer uma ferramenta criativa útil e dar às pessoas controle sobre se o seu conteúdo público poderia ser referenciado dessa forma. Ouvimos o feedback de que esse recurso errou o alvo, por isso ele não está mais disponível.
O peso de Hollywood no recuo da Meta
A pressão que forçou essa mudança não veio apenas dos usuários comuns, mas também de gigantes da indústria do entretenimento. A CAA (Creative Artists Agency), uma das maiores agências de talentos do mundo (que representa estrelas como Meryl Streep e Tom Hanks), divulgou um comunicado duro contra a Meta.
A agência destacou que “o nome, a imagem, a semelhança, a voz ou o trabalho criativo de ninguém devem ser usados por terceiros, incluindo modelos de IA, sem um consentimento claro e documentado”.
O sindicato dos atores dos EUA, o SAG-AFTRA, também entrou na briga, convocando seus membros e todos os usuários do Instagram a alterarem suas configurações imediatamente para “protegerem suas imagens” contra o uso não consensual.
Após o recuo da Meta, a CAA elogiou a decisão rápida da empresa de remover a funcionalidade, reforçando a importância de colocar os direitos individuais e o consentimento em primeiro lugar.
Um padrão perigoso na indústria da IA
Essa tática de “usar primeiro e pedir desculpas depois” tem se tornado comum. Vale lembrar que a OpenAI tentou uma estratégia idêntica com sua plataforma de vídeo Sora 2, exigindo que os detentores de direitos autorais pedissem ativamente para ser excluídos da base de dados. Após críticas semelhantes, a OpenAI também precisou recuar e, por fim, encerrou o projeto no início deste ano.
O que isso significa para você?
Por enquanto, você não precisa mais se preocupar em ter seu rosto recriado aleatoriamente pelo Muse Image se tiver um perfil público no Instagram.
No entanto, esse episódio serve como um lembrete importante: à medida que a corrida pela inteligência artificial avança, nossos dados e fotos continuam sendo o alvo principal dessas grandes empresas.
Continuaremos de olho e traremos novos alertas sempre que a sua privacidade digital estiver em risco!
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