Brasil negocia com a China Eastern abertura de novas rotas entre os dois países
Em reunião em Xangai, ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, discutiu a criação de voos para impulsionar o turismo no Brasil

Com uma série de acordos bilaterais já vigentes em vários setores da economia, Brasil e China podem agora estreitar novos laços e tornar os deslocamentos entre os dois países ainda mais objetivos. O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano iniciou nesta segunda-feira (25), em Xangai, negociações com a China Eastern, uma das três maiores companhias aéreas estatais do país asiático, para a abertura de rotas entre os dois países, com foco em impulsionar o turismo, os negócios e a circulação de visitantes chineses no Brasil. Em termos de tráfego de passageiros, a companhia é a segunda maior do país, depois da China Southern Airlines.
De acordo com Feliciano, a operação representaria um avanço para o turismo e para as relações bilaterais. “Precisamos aproximar nossos destinos, considerando que o número de turistas chineses que visitam o Brasil vem aumentando consideravelmente”, disse.
Durante o encontro com representantes da China Eastern, o ministro também apresentou propostas de cooperação para ampliar a presença do Brasil nas plataformas da companhia, incluindo a exibição de filmes nacionais nos voos da empresa.
Com uma frota de 680 aeronaves e mais de 230 destinos, a companhia é considerada estratégica para os planos do Ministério do Turismo de ampliar a entrada no Brasil dos viajantes do país asiático. A pasta tem intensificado agendas com companhias aéreas, operadores e investidores estrangeiros, durante a ITB China 2026, para aumentar a conectividade aérea e diversificar os destinos brasileiros aos turistas que visitam o país.
A iniciativa ganha força após a decisão do governo brasileiro de isentar a exigência de visto para turistas chineses. A expectativa do Ministério do Turismo é posicionar o Brasil como um dos principais destinos para o público chinês, um dos que mais movimentam recursos no turismo global.
Além do impacto no turismo de lazer, a possível ampliação da malha aérea entre Brasil e China é vista como oportunidade para fortalecer o fluxo corporativo e incentivar novos investimentos.
Atualmente, a China é um dos principais parceiros comerciais do Brasil e tem ampliado sua presença no país nos últimos anos. “Vamos continuar estreitando laços para inserir o Brasil, de forma mais competitiva, na rota do turismo asiático”, ressaltou Gustavo Feliciano.
Gigante de viagens
A proposta é que os destinos brasileiros sejam divulgados na plataforma da empresa, com foco em atrair mais turistas chineses ao Brasil.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp














