CEO da Virgin Atlantic diz que aviação não consegue absorver custos da guerra no Oriente Médio
Alerta ocorre mesmo depois da companhia ter acrescido R$ 340 às tarifas da classe econômica e R$ 2.560 às passagens na executiva

A guerra no Oriente Médio segue atingindo em cheio a saúde financeira das companhias aéreas. Depois de algumas delas anunciar o corte intenso de rotas e licença não remunerada para funcionários, agora foi a vez do diretor executivo da britânica Virgin Atlantic, reclamar das consequências do conflito para a aviação mundial.
Corneel Koster alertou que a indústria “não consegue absorver” os preços do combustível de aviação nos níveis atuais, visto que as passagens aéreas subiram até 360 libras, o equivalente a R$ 2.560.
A medida surge num momento em que a Virgin, companhia aérea do bilionário Richard Branson aumentou os preços das passagens, devido à contínua ameaça da guerra promovida por Estados Unidos e Israel contra o Irã, gerando até ameaça ao fornecimento de combustível de aviação.
A companhia aérea adicionou uma sobretaxa de combustível de £50 (R$ 340) às passagens da classe econômica, £180 (R$1.200) às passagens da classe econômica premium e £360 (R$ 2.560) às passagens da classe executiva.
Os preços do combustível de aviação mais que dobraram desde o início da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, já que o conflito interrompeu a produção e obstruiu importantes rotas de transporte do Oriente Médio, como destaca reportagem do Daily Mail.
O Golfo Pérsico é um fornecedor crucial de petróleo e gás para o mundo, incluindo combustível de aviação, sendo responsável por aproximadamente metade das importações europeias.
Grande parte desse abastecimento passa pelo Estreito de Ormuz, que o Irã fechou efetivamente em resposta aos ataques americanos e israelenses.
O diretor executivo da Virgin Atlantic disse que suas esperanças de que a companhia aérea tivesse um ano financeiro “muito mais tranquilo” foram frustradas pelas consequências da guerra com o Irã.
Koster atribuiu isso ao fato de os preços do combustível de aviação estarem em níveis recordes, “nunca vistos” antes para a companhia aérea, e alertou que o setor não pode suportar aumentos dessa magnitude.
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